Fracasso do MDB deixa o Pará entre os piores estados do país

Estado bilionário em mineração, energia e exportações mantém população mergulhada em desigualdade social. Levantamento nacional revela que 11 dos 20 piores municípios brasileiros para se viver estão no Pará. Nem Belém, após investimentos bilionários da COP30, consegue aparecer entre as melhores capitais do país.

 

 

Belém (Redação) –  O mais novo levantamento do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), divulgado pelo instituto Imazon em parceria com diversas organizações nacionais, escancarou uma realidade dura, constrangedora e politicamente devastadora para o estado do Pará: apesar de possuir algumas das maiores riquezas minerais, energéticas e ambientais do planeta, o estado continua figurando entre os piores lugares do Brasil em qualidade de vida.

O dado mais alarmante do estudo é devastador: dos 20 piores municípios brasileiros para se viver, 11 estão no Pará. Um retrato brutal de décadas de abandono administrativo, desigualdade estrutural e sucessivos fracassos dos governos estaduais comandados historicamente pelo MDB.

 

Entre os municípios paraenses que aparecem no fundo do ranking nacional estão:

Jacareacanga – 44,32 pontos

Portel – 45,42

Pacajá – 45,87

Anapu – 45,91

Uruará – 46,80

Trairão – 46,82

Bannach – 47,23

São Félix do Xingu – 47,38

Cumaru do Norte – 47,43

Oeiras do Pará – 47,57

Anajás – 47,62

 

 

O ranking mede qualidade de vida com base em 57 indicadores sociais e ambientais, utilizando dados oficiais do IBGE, DataSUS, Inep e MapBiomas. Diferente do PIB, o IPS avalia se a riqueza realmente chega à população em áreas como saúde, educação, segurança, saneamento, habitação e oportunidades sociais.

E o resultado para o Pará é um vexame nacional.

O levantamento desmonta o discurso oficial de prosperidade propagado há anos pelos sucessivos governos estaduais. O Pará lidera exportações minerais, abriga uma das maiores províncias minerais do planeta, produz energia para boa parte do Brasil e recebe investimentos bilionários internacionais ligados ao discurso ambiental. Ainda assim, grande parte da população continua vivendo sem saneamento básico, infraestrutura urbana adequada, acesso eficiente à saúde e educação de qualidade.

 

A situação da capital paraense também chama atenção.

Mesmo após receber investimentos bilionários relacionados à COP30, obras estruturantes, reformas urbanas e forte propaganda institucional, Belém sequer conseguiu entrar entre as 20 melhores capitais brasileiras em qualidade de vida. A capital paraense aparece apenas na 21ª posição nacional, com 63,90 pontos.

O resultado expõe uma contradição evidente: enquanto bilhões são investidos para preparar a cidade para receber chefes de Estado, organismos internacionais e delegações estrangeiras, a população continua convivendo diariamente com problemas históricos de mobilidade urbana, saneamento precário, alagamentos, violência e desigualdade social.

O IPS Brasil 2026 mostra ainda que as regiões Norte e Nordeste continuam concentrando os piores indicadores sociais do país, enquanto Sul e Sudeste dominam as primeiras posições do ranking.

A liderança nacional ficou com Gavião Peixoto, no interior paulista, que alcançou 73,10 pontos. Entre as capitais, Curitiba aparece como a melhor cidade para se viver no Brasil, com 71,29 pontos.

Enquanto isso, no Pará, a realidade segue marcada por profundas desigualdades sociais, abandono histórico do interior e uma população que, apesar de viver em um dos estados mais ricos em recursos naturais do planeta, ainda enfrenta indicadores incompatíveis com a riqueza produzida diariamente em território paraense.

Na imagem destacada, vista aérea de Jacareacanga, que lidera o ranking nacional na lista dos piores municípios em qualidade de vida. (Foto: Reprodução)

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