Fim da escala 6×1 terá 2 folgas semanais e transição em 1 ano

Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, declarou nesta segunda-feira que a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais, conforme estabelecido na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) referente à escala 6×1, entrará em vigor dentro de um ano.

Segundo o político, assim que o texto for aprovado, haverá uma diminuição imediata de duas horas na carga horária em 60 dias após sua promulgação, e ao longo de até 12 meses, mais duas horas adicionais serão eliminadas da jornada de trabalho.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) propõe a eliminação do regime 6×1 e assegura a todos os trabalhadores a concessão de dois dias de descanso semanal, por meio da diminuição da carga horária de 44 para 40 horas, preservando o salário atual. Mais tarde, Motta encontrou-se com o presidente Lula para finalizar os últimos ajustes da proposta.

Motta esclareceu que o conteúdo estabelece:

  • Começará a valer 60 dias após sua promulgação.
  • Depois desse período, ocorrerá uma diminuição de 2 horas neste ano, totalizando 42 horas. As 2 horas que restam serão eliminadas após um ano.
  • Um projeto de lei será elaborado para regular a contratação de trabalhadores associados ao Microempreendedor Individual (MEI), com o objetivo de possibilitar que esses empreendedores possam empregar um número maior de colaboradores.
  • O projeto de lei será empregado para abordar cada área de forma particular.

 

O documento será apresentado hoje à tarde e terá sua votação na comissão especial ainda dentro desta semana.

– Isso responde a uma solicitação dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que considera as demandas do setor produtivo, proporcionando um período para que as áreas possam se estruturarafirmou Motta, ressaltando que essa mudança reflete a posição da Câmara dos Deputados e é um acordo com o governo.

Durante o final de semana, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que é o responsável pela proposta, se encontrou com consultores da Câmara para revisar as mais de 100 sugestões apresentadas ao texto. Além disso, ele teve reuniões individuais com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com Motta. (Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo)

Por Opinião em Pauta com informações de O Globo

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