Corrupção: aliados de Barbalho são alvos de operação da PF na CDP

Belém (Opinião em Pauta)  – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (15), em Belém, a Operação Sonar, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos, cobrança de vantagens indevidas de fornecedores, direcionamento de contratações e lavagem de dinheiro no âmbito de uma empresa pública federal.

Entre os alvos da operação está a Companhia Docas do Pará (CDP), onde foi cumprido um dos 12 mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará. As medidas alcançaram endereços residenciais, empresariais e institucionais em Belém.

A operação também resultou na prisão em flagrante de um dos investigados. Segundo a Polícia Federal, ele foi encontrado com mais de R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo, sem conseguir comprovar a origem lícita da quantia. A prisão ocorreu sob suspeita de lavagem de capitais, na modalidade de ocultação de valores.

Os principais alvos da operação incluem Jardel Rodrigues da Silva, atual presidente da Companhia Docas do Pará (CDP), e Renata Valle Lima, assessora direta de Jardel na CDP.

Renata é irmã da conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PA), Daniela Barbalho, e cunhada do ex-governador Helder Barbalho.

 

 

Além do dinheiro, os agentes apreenderam joias, veículos e outros bens e documentos que deverão ser submetidos a perícia. O material será analisado para identificar a eventual ligação entre o patrimônio dos investigados, contratos públicos e os valores que estão sob suspeita.

A presença da CDP entre os locais atingidos pela operação aumenta a repercussão do caso no Pará. A investigação procura esclarecer se servidores ou pessoas ligadas à estrutura da empresa pública teriam participado, direta ou indiretamente, de um esquema destinado a favorecer empresas, cobrar comissões ou interferir em processos de contratação.

 

 

As investigações ainda estão em andamento e a condição de investigado não significa culpa. Eventuais responsabilidades criminais serão definidas a partir das provas reunidas pela Polícia Federal e das decisões da Justiça Federal.

A Operação Sonar deverá agora avançar sobre documentos, equipamentos eletrônicos, movimentações financeiras e demais materiais apreendidos. A análise desse conjunto poderá indicar a dimensão do suposto esquema, seus beneficiários e a eventual participação de outros agentes públicos ou privados.

A Redação deste portal está buscando mais informações sobre a identidade do servidor preso durante a operação. (Fotos: PF)

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