Marcello Lopes, publicitário designado para liderar a comunicação da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se destaca como um dos arquitetos de uma estratégia de ofensivas organizadas contra o Banco Central (BC), que foi contratado por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
As notícias foram divulgadas pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira (12). De acordo com o periódico, o nome de Lopes, apelidado de Marcelão em Brasília, aparece em um arquivo denominado “Projeto DV”, criado para guiar uma ataque digital direcionado a líderes e funcionários do BC.
Conforme a matéria, Marcelão é visto junto ao publicitário Thiago Miranda, que é o proprietário da agência Mithi e identificado como o responsável pelo projeto. Ele também está acompanhado de Anderson Nunes, da Unltd Network, que foi contratada para participar da campanha.
A Folha reportou que recebeu um recibo de transferência pelo Pix no montante de R$ 650 mil, realizado por Miranda para Marcelão em dezembro de 2025, fase em que o projeto estava sendo elaborado. Além disso, a Unltd Network teria recebido R$ 400 mil apenas dois dias depois.
Marcello Lopes rejeitou qualquer envolvimento na campanha contra o Banco Central. Em entrevista ao jornal, declarou que seu nome foi utilizado no material sem sua permissão e esclareceu que o pagamento que recebeu estava relacionado a serviços realizados em projetos anteriores no setor privado.
“Eu me lembro que o Thiago mencionou a ideia de eu me envolver em um grande projeto que ele estava finalizando”, afirmou à Folha. Ele disse que não houve contribuição concreta para o trabalho.
Thiago Miranda revelou ao periódico que adicionou o nome de Marcelão ao projeto para “fortalecer” a apresentação comercial. Ele também mencionou que o marqueteiro decidiu se afastar do projeto ao descobrir que estava associado ao Banco Master.
Banco Central atacado
A Polícia Federal está apurando uma série de ofensivas organizadas direcionadas ao Banco Central e ao ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução da instituição, Renato Gomes.
A pesquisa investiga a contratação de influenciadores nas redes sociais para espalhar mensagens negativas sobre membros do Banco Central, após a crise que afetou o Banco Master. A instituição se tornou alvo de supervisão regulatória após a negativa da aquisição pela instituição Banco de Brasília (BRB) e a determinação de liquidação do Master.
De acordo com informações obtidas pela Folha, a Polícia Federal localizou aproximadamente 40 contas que teriam sido envolvidas na campanha digital organizada pelo denominado “Projeto DV”. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações do CBN



