O Tribunal de Apelação de Roma, na Itália, agendou para a próxima quarta-feira (13) uma sessão para discutir o caso de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).
Nesta sexta-feira (8), o Ministério da Justiça e Segurança Pública enviou a confirmação da data ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
No mês anterior, Zambelli foi detida em Roma, enquanto tentava fugir de um mandado de prisão lançado por um ministro.
Devido à sua dupla nacionalidade, Zambelli saiu do Brasil em maio deste ano após receber uma sentença de dez anos de prisão do STF pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ocorreu em 2023. Além disso, a deputada deverá indenizar em R$ 2 milhões por danos à coletividade.
Conforme as apurações, Zambelli é identificada como a mente por trás da invasão destinada à criação de um mandado de prisão falsificado contra Alexandre de Moraes. As investigações indicam que o ato de hackeamento foi realizado por Walter Delgatti, que, após ser condenado, admitiu ter feito o serviço a pedido da deputada.
Após a deputada fugir para a Itália, o governo do Brasil pediu a sua extradição. Essa solicitação foi formalizada pelo ministro em 11 de junho e, posteriormente, encaminhada pelo Itamaraty às autoridades italianas.
A determinação conclusiva sobre a extradição caberá ao sistema judicial italiano e ao governo da Itália. Normalmente, o procedimento de extradição é lento, já que envolve várias etapas. São considerados elementos estabelecidos pela legislação italiana e pelos tratados internacionais entre os dois países.
Ainda não foi estabelecido um prazo para decidir sobre a extradição. (Foto: Lula Marques/ EBC)
Por Opinião em Pauta com informações da Agência Brasil


