O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que a eleição presidencial deve focar em uma “autoridade moral” e reiterou a necessidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “prestar contas” à sociedade. Sua fala ocorreu nesta terça-feira durante um evento promovido pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), após a divulgação de informações sobre a visita do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a um banqueiro no ano anterior, pouco após sua liberação da prisão.
— Nós venceremos a eleição do Lula. Porém, é importante saber quem terá a credibilidade necessária para assumir o cargo, quem possuíra a autonomia intelectual para estabelecer objetivos que façam o Brasil avançar na mesma velocidade que os empresários estão conseguindo em suas áreas. Esse é o grande desafio que enfrentamos — afirmou. — Tenho 40 anos de experiência na vida pública. Nunca houve questionamentos sobre a minha conduta moral ou ética, e nunca fui associado a esquemas irregulares ou qualquer tipo de má-fé.
Naquele momento, Caiado optou por não fazer críticas diretas ao senador, mas comentou que “cada um deve apresentar suas justificativas para os problemas que enfrenta“.
— Todos aguardamos que ele [Flávio Bolsonaro] realmente apresente explicações à sociedade, que é o que todos desejam — afirmou Caiado. — Não é papel de cada pré-candidato emitir opiniões sobre os outros.
O ex-chefe do Executivo reiterou a fala que já havia utilizado na semana anterior, ao afirmar que Flávio precisaria “esclarecer as dúvidas” relacionadas ao apoio financeiro de Vorcaro para o longa “Dark Horse”, cuja informação surgiu devido ao vazamento de gravações. Naquele momento, Caiado destacou que não se consideraria “oportunista” e argumentou que “os problemas pessoais devem ser resolvidos por cada indivíduo que for acusado“, ao mesmo tempo em que clamou pela união do campo da direita para “vencer” o presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT).
A resposta foi diferente da postura de Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência, que na semana anterior havia chamado a ação de Flávio de “imperdoável”. Essa declaração gerou reações negativas por parte de familiares do senador, aliados do bolsonarismo e membros do Novo que apoiam a formação de uma aliança com o PL. Refletindo sobre o assunto durante o final de semana, o ex-governador mineiro afirmou que via o incidente como uma “página virada”.
Nesta terça-feira, durante a descrição que o senador fez sobre sua reunião com Vorcaro, Zema declarou que, apesar de residir em Belo Horizonte, nunca se encontrou pessoalmente com o banqueiro e comentou que “fantasma sabe a quem se revela“. (Foto: Ag. Globo)
Por Opinião em Pauta com informações da CBN



