Salão do Turismo brasileiro entra no radar da diplomacia global

Opinião em Pauta (Brasília) – O Salão do Turismo 2026 realizado esse final de semana em Fortaleza no Ceará , colocou o Turismo Religioso no centro da agenda federal. Pela primeira vez, o Ministério do Turismo dedicou espaço técnico exclusivo ao segmento, movimento que ganhou repercussão nos salões do Vaticano em Roma .

Mais do que gesto protocolar, a visibilidade no principal centro diplomático da Igreja Católica, insere o Brasil no radar internacional do turismo de fé. O Vaticano mantém relações com mais de 180 países e influencia fluxos globais de peregrinação. A menção ao evento brasileiro opera como capital simbólico, ativo relevante em um mercado que combina espiritualidade, identidade cultural e economia.

O secretário nacional de Turismo, Augusto Rocha (foto), afirmou estar satisfeito com o resultado e com a repercussão internacional. Segundo ele, o reconhecimento dialoga com a visão estratégica do governo e do ministro da pasta, Gustavo Feliciano. “A força cultural e o calor do povo nordestino, foram um diferencial. O Nordeste é a região que concentra o maior número de católicos (63,9%). afirmou

 

Pará como rota

Nos bastidores, a leitura é pragmática: o turismo religioso deixou de ser pauta cultural secundária e passou a disputar espaço institucional, orçamento e planejamento de longo prazo.

Dados apresentados durante o evento indicam que apenas quatro destinos religiosos somaram 20,1 milhões de visitantes em 2025, número que expõe subnotificação histórica e reforça a necessidade de estatísticas consolidadas e governança estruturada.

Nesse cenário, o Pará surge como potencial protagonista. O Círio de Nazaré, realizado em Belém é considerado uma das maiores manifestações religiosas do mundo, desponta como ativo estratégico caso haja articulação internacional coordenada. O estado registrou um aumento de mais de 440% no turismo internacional em 2025, com mais de 350 mil estrangeiros visitando o Pará, destacando-se no cenário nacional.

Segundo o MTUR , o teste agora é interno: transformar visibilidade em estrutura permanente, planejamento e resultados econômicos. (Foto: Reprodução)

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