Presidente da Embrapa defende agro e critica politização do setor

Silvia Massruhá, (na foto com Lula) presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), declarou que o agronegócio é uma das principais diretrizes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma conversa com o SBT News, ela respondeu às críticas feitas pela oposição em relação à abordagem da política do setor.

Massruhá destacou que o debate sobre o agronegócio está sendo influenciado por questões políticas e fez críticas à ligação entre disputas ideológicas e o progresso do setor. “Percebo que o governo está bastante focado nessas questões. Precisamos diferenciar o período eleitoral e evitar a mistura de ideologia com a política nesse contexto. Creio que isso cria muitos obstáculos“, afirmou.

A presidenta da Embrapa ressaltou a importância econômica do setor agropecuário no Brasil e mencionou que os últimos Planos Safra apresentam os maiores montantes de investimento dos últimos tempos. “Percebo a dedicação do governo em apoiar todos os produtores, sejam eles pequenos, médios ou grandes“, afirmou.

Massruhá também destacou o crescimento dos recursos alocados para a pesquisa agropecuária sob a atual administração federal. Segundo suas informações, o orçamento de despesas e investimentos da Embrapa subiu de cerca de R$ 167 milhões em 2023 para R$ 414 milhões projetados para 2026, representando um aumento de 247%.

A responsável mencionou que a empresa pública organizou um novo processo seletivo após um intervalo de 15 anos, disponibilizando mais de mil oportunidades para a reintegração de seu corpo de pesquisadores.

Novos mercados e competitividade

Massruhá advogou pela expansão da aplicação de tecnologia e metodologias sustentáveis no setor agropecuário do Brasil, visando assegurar a competitividade no cenário global. “O mercado externo está demandando essas mudanças. Eles buscam acessar novos mercados e reconhecem a necessidade de garantir transparência na cadeia produtiva“, declarou.

A líder da Embrapa destacou a dependência do Brasil em relação aos fertilizantes oriundos do exterior, especialmente em virtude das tensões geopolíticas entre Rússia, Ucrânia e Irã. “Dependemos da importação de 85% dos fertilizantes. Isso traz consequências diretas para o custo de produção e pode afetar a oferta de alimentos”, afirmou.

De acordo com Massruhá, tanto o governo federal quanto a Embrapa estão explorando soluções para diminuir a dependência de fontes externas, o que abrange a criação de biofertilizantes e o aprimoramento do Plano Nacional de Fertilizantes. (Foto: Ricardo Stuckert)

Por Opinião em Pauta com informações do SBT News

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