O que já foi definido no acordo entre EUA e Irã

Neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um pacto com o Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio estava “em grande medida concluído“, mencionando entre os acordos a reabertura do Estreito de Ormuz, que é a principal via marítima utilizada para o transporte de petróleo e gás dos nações produtoras na área.

retomada da rota marítima crucial ainda não recebeu confirmação por parte de fontes do Irã, que não se manifestaram de forma oficialAté agora, não houve divulgação de qualquer acordo.

“Um pacto foi intensamente elaboradoaguardando conclusão entre os Estados Unidos, a República Islâmica do Irã e as diversas nações mencionadas“, afirmou Trump em uma postagem em sua conta na Truth Social. “Os detalhes e elementos finais do pacto estão sendo debatidos neste instante e deverão ser divulgados em breve. Além de muitos outros pontos do acordo, o Estreito de Ormuz será liberado.“.

Representantes dos Estados Unidos do Irã mencionaram anteriormente discussões a respeito de um acordo de entendimento entre as duas naçõescom a mediação do Paquistão. Fontes mencionadas pela CNN relataram que as edições mais nova do documento contemplavam, entre outros aspectos,  o término das tensões com o Irã, uma reabertura progressiva do Estreito de Ormuz — abrangendo o bloqueio imposto pelos EUA aos portos iranianos — e a liberação de uma fração dos recursos de Teerã que estavam congelados em instituições financeiras no exterior.

Fontes do Irã citadas pelo New York Times indicaram que a quantia poderia atingir US$ 25  milhões.

Anteriormente, Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iranianodeclarou que o programa nuclear do país não estava incluído nas condições.

Um ponto crucial destacado por Trump foi a reabertura do estreito de  Ormuz, insinuando que a navegação na região estaria liberadaEm contrapartida, a agência de notícias iraniana Fars contestou essa afirmação contestou essa afirmaçãoesclarecendo que o que Teerã aceitou foi o retorno do tráfego em níveis comparáveis aos anteriores ao conflito, o que  não implica em passagem livre” como ocorria antes da guerra.

Nas últimas semanas, os líderes do Irã afirmaram que uma entidade nacional passaria a ser responsável pela autorização da passagem de embarcações comerciaisConversas foram iniciadas com Omã, localizado na margem oposta do principal ponto crítico do estreito, visando criar um sistema de cobrança — algo que os Estados Unidos rejeitam.

Fontes informadas sobre as tratativas mencionaram que o memorando serviu como um início, estabelecendo um  período de no mínimo 30 dias para o prosseguimento da negociações. Por outro lado, três altos representantes do Irã que falaram ao New York Times afirmaram que o tempo adequado para debater os pontos de desacordo poderia chegar a 60 dias.

Baghaei comentou neste sábado sobre uma “tendência de aproximação”, mas ressaltou que “isso não implica, necessariamente, que Irã e Estados Unidos irão alcançar um consenso sobre os assuntos principais“. (Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP)

Por Opinião em Pauta com informações do New York Times  / AFP

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