O pré-candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) reiterou suas severas críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ligando a carreira política da família Bolsonaro a elementos do crime organizado no Rio de Janeiro. Em uma postagem em suas redes sociais, Freixo levantou questionamentos sobre a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro durante seu tempo no cargo e exigiu esclarecimentos acerca do crescimento das facções criminosas e das milícias nesse período.
De acordo com Freixo, é fundamental que o senador explique por que o governo de Jair Bolsonaro não tomou ações mais efetivas contra grupos criminosos. “Flávio Bolsonaro precisa responder a uma pergunta. Seu pai, Jair Bolsonaro, ocupou a presidência do Brasil. Por que, durante seu mandato, ele não tratou as facções como terroristas? Por que não houve mudanças no sistema prisional? Como é possível que durante a presidência de Jair Bolsonaro as facções e as milícias tenham crescido tanto? Não houve uma abordagem prioritária para enfrentar o crime organizado”, declarou.
O membro do PT também levantou dúvidas sobre possíveis ligações políticas entre os apoiadores do grupo bolsonarista. Ao citar investigações que envolvem o empresário conhecido como DH Joias e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, Freixo afirmou que áreas associadas ao crime organizado teriam tido proximidade com a base política da família Bolsonaro.
“De quem era a base da DH Joias? Era ligada à esquerda ou fazia parte da base de Flávio Bolsonaro?”, questionou. Logo depois, afirmou: “Essa corrupção política, que tem conexões diretas com o crime organizado no Rio de Janeiro, sempre pertenceu à família Bolsonaro.”.
Freixo destacou sua vivência no enfrentamento ao crime organizado e recordou sua liderança na CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele afirmou que a comissão teve um papel fundamental ao revelar as organizações criminosas que operavam no estado.
“Eu fui o presidente da CPI das Milícias. Fui responsável pela investigação do crime organizado no Rio de Janeiro. O Flávio Bolsonaro era deputado estadual ao meu lado”, afirmou.
Ao lembrar da formação da comissão parlamentar, Freixo mencionou que Flávio Bolsonaro foi contra a implementação da CPI. O ex-deputado ressaltou que somente dois legisladores se manifestaram em oposição à proposta.
“Quando fomos a favor da CPI das Milícias, contei com dois votos em oposição a essa comissão. Domingos Brazão, que está detido pelo assassinato de Marielle, e Flávio Bolsonaro se manifestaram contra a criação da CPI das Milícias“, afirmou.
O pré-candidato novamente fez referência a tributos que Flávio Bolsonaro prestou a indivíduos que, posteriormente, estiveram ligados a apurações de natureza criminal. Em sua postagem, ele mencionou o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, apelidado de Capitão Adriano, e Ronald Paulo Alves Pereira.
“É do nosso conhecimento que ele condecorou o capitão Adriano com a medalha Tiradentes. Além disso, ele também prestou homenagem a Ronald, que está encarcerado pela morte de Marielle e já havia sido detido anteriormente devido a um esquema de violência,” declarou.
De acordo com Freixo, a interligação entre a política, a segurança pública e a criminalidade organizada no Rio de Janeiro representa um desafio que remonta à história e requer um combate constante. O deputado do PT defende que seu trabalho nas comissões parlamentares teve como objetivo examinar essas relações.
“O Rio de Janeiro, origem da família Bolsonaro, apresenta uma intrincada relação entre crime, polícia e política, que são difíceis de desvincular. Essa foi a crítica que fiz na CPI das Milícias e na CPI do Tráfico de Armas e Munições, nas quais Flávio Bolsonaro também se posicionou contra esse relatório“, finalizou. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações de O Dia



