A ex-senadora e antiga ministra da Agricultura, Kátia Abreu, declarou neste sábado (4) que se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT). Essa decisão reafirma uma mudança política que já estava se formando desde a administração da ex-presidente Dilma Rousseff (2011-2016), período em que Abreu liderou um ministério.
Kátia Abreu, uma personalidade marcante do agronegócio, ao revelar sua adesão ao PT, apoiou a continuidade no cargo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfatizando a importância de fortalecer a democracia e promover uma justiça social mais abrangente.
“Expresso minha gratidão a todos os integrantes do PT […] e quero prestar uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também me convida a me unir ao PT do Tocantins. Estaremos unidos nessa jornada pela democracia e pela reeleição do presidente Lula, para que possamos persistir na busca por tempos melhores, igualdade entre as pessoas e maior justiça social, pois este é o partido que defende a livre iniciativa, o trabalho e a justiça social.”
A travessia política de kátia Abreu
Kátia Abreu trilhou um caminho notável na vida pública, destacando-se como uma das líderes do agronegócio no Brasil. Como ex-senadora do Tocantins e ex-ministra da Agricultura, ela ganhou relevância em nível nacional ao liderar a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e ao se estabelecer como uma voz potente do setor rural no Congresso.
Por muitos anos, sua figura foi intimamente ligada à promoção dos interesses do agronegócio. No entanto, essa percepção começou a se transformar de maneira mais evidente durante o segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, quando Kátia Abreu ocupou o Ministério da Agricultura. Sua atuação na Esplanada sinalizou o começo de uma conexão mais clara com segmentos políticos além do tradicional âmbito conservador que a havia apoiado.
A transformação ficou mais clara nos anos subsequentes. Em 2018, Kátia Abreu foi selecionada como a vice na candidatura de Ciro Gomes, um passo que destacou sua distância da direita convencional e possibilitou uma maior conexão com segmentos de centro e centro-esquerda.
Nos anos seguintes, a antiga senadora começou a adotar posturas que se afastavam progressivamente da esfera política com a qual sempre esteve associada. Sua adesão ao PT e o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva surgem, nesse cenário, como mais uma etapa de um desenvolvimento político que já estava em curso há algum tempo. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações de O Globo



