Brasil entra no radar do petróleo mundial devido à guerra.

A crise energética provocada pelo conflito no Oriente Médio levou nações ao redor do globo a explorarem opções diferentes ao petróleo daquela área.

As nações estão em busca de “segurança no fornecimento de energia e variedade nas fontes de abastecimento“, apontou à matéria Roberto Ardenghy, que é o presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

Depois de uma visita recente à Ásia, Ardenghy comentou à Money que percebeuas nações asiáticas procurando opções para reduzir a dependência que tinham” do petróleo do Oriente Médio.

Aproximadamente 20% do petróleo negociado globalmente transita pelo Estreito de Ormuz, conforme indicado pela EIA (Energy Information Administration) dos Estados Unidos.

Desde 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram ofensivas contra o Irã, a Guarda Revolucionária tem limitado a navegação nas águas que pertencem ao país.

As informações da EIA revelam uma forte dependência dos países asiáticos em relação a esse petróleo. Segundo a agência americana, os principais países que consomem o petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz são:

  • China: 33%.
  • Índia: 13%.
  • Japão: 11%.
  • República da Coreia: 11%;
  • Outros países da Ásia: 15%.

 

Os Estados Unidos, os países europeus e diversas outras nações utilizam menos de 20% do petróleo que é produzido nessa região.

Em sua viagem pela Ásia, onde se encontrou com líderes empresariais da Malásia e do Japão, Ardenghy declarou que o Brasil está “chamando a atenção dos gestores responsáveis pelo planejamento energético em todo o mundo”.

Entretanto, os empreendimentos relacionados ao petróleo no Brasil não se desenvolvem rapidamente. O processo de licenciamento ambiental é burocrático e a exploração em águas profundas demanda mais tempo, o que é uma característica da produção no país.

O presidente do IBP faz uma comparação: enquanto nos Estados Unidos a instalação para a extração de petróleo em terra é concluída em cerca de seis meses, no Brasil a produção inicial de petróleo em águas profundas leva de três a quatro anos.

Embora alguns planos possam se expandir, a verdadeira flexibilidade ocorre em um período de três a quatro anos”, destaca Ardenghy.

No entanto, os “outros países estão observando o Brasil sob uma ótica de médio prazo”, explica o executivo, enfatizando que somos percebidos como umanação estável devido à nossa distância de conflitos e tensões geopolíticas, além de termos reservas expressivas, o que nos torna um potencial fornecedor”.

É fundamental que mantenhamos a atenção, sigamos investindo e busquemos um ambiente regulatório consistente que promova o crescimento sustentável ao longo do tempo. Enfrentaremos concorrência“, finaliza o presidente do IBP. (Foto: Reprodução / Goggle)

 

Por Opinião em Pauta com informações  da Money

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