O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (16). Com o corte, a Selic passa de 14% para 13,75% ao ano.
Este é o quinto corte consecutivo promovido pelo colegiado desde março e também a última reunião do Copom antes das eleições.
Em comunicado, o Banco Central afirmou que a redução é compatível com a estratégia de fazer a inflação convergir para o redor da meta no horizonte considerado pela política monetária. A instituição também destacou que a decisão contribui para suavizar as oscilações da atividade econômica e favorecer o pleno emprego.
Apesar do novo corte, o Copom manteve o alerta sobre um ambiente de elevada incerteza. Segundo o colegiado, os riscos em torno do cenário econômico estão “mais elevados que o usual”, com a avaliação de que a balança de riscos continua inclinada para uma possível alta da inflação.
O Banco Central ressaltou ainda que os próximos passos da política monetária dependerão da evolução do cenário econômico e das novas informações disponíveis.
“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária”, afirmou o Copom.
A autoridade monetária também reforçou que continuará acompanhando a evolução dos indicadores para manter o grau de restrição necessário à convergência da inflação para a meta.
Mercado espera novos cortes em 2027
A decisão desta quarta-feira veio em linha com as expectativas predominantes no mercado financeiro. Analistas passaram a reforçar as apostas de flexibilização da política monetária diante de indicadores que apontam para os efeitos da política de juros elevados sobre a inflação e o ritmo da atividade econômica.
De acordo com as projeções mais recentes do Boletim Focus, divulgado nesta semana, o corte de 0,25 ponto percentual tende a ser o último realizado pelo Copom em 2026.
As previsões indicam a retomada do ciclo de redução dos juros no próximo ano. Para o fim de 2027, a expectativa do mercado é de que a Selic esteja em 12% ao ano.
Na decisão desta quarta-feira, o Banco Central manteve também a avaliação anterior sobre a balança de riscos, indicando a existência de mais fatores capazes de pressionar a inflação para cima do que para baixo. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações do Valor

