Lula a Trump: “Não duvide das urnas e nem se meta nas eleições”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (16) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não promova interferências nas eleições brasileiras.

Lula afirmou que Trump não deve questionar a segurança das urnas eletrônicas de votação, ao destacar sua relação de amizade com o presidente dos EUA.

“Eu já disse inclusive ao meu amigo Trump, não se meta nas eleições brasileiras, e não duvide das urnas brasileiras”, disse Lula, acrescentando que as urnas eletrônicas são as mais seguras do mundo, durante uma reunião com lideranças evangélicas brasileiras, americanas e cubanas, no Palácio do Planalto.

 

Reação firme

A fala de Lula ocorreu depois da mais uma manifestação do governo norte-americano em relação ao Brasil.

Em mais uma ostensiva tentativa de ingerência no processo político e eleitoral brasileiro, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (16) que o Brasil falhou em “confrontar as organizações terroristas estrangeiras” Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

A acusação sem provas integra uma determinação oficial encaminhada pela Casa Branca ao Congresso norte-americano. No documento, a administração norte-americana ataca o governo do presidente Lula (PT) ao sustentar que a atuação dessas facções criminosas supostamente transformou o país em um “centro de distribuição global de cocaína”.

A manobra de Washington tenta pavimentar o caminho para ampliar a interferência geopolítica norte-americana sobre a América Latina. As alegações infundadas do governo Trump evidenciam a tática de desgaste contra a gestão soberana do presidente Lula e deixam claro o interesse dos EUA na disputa eleitoral do país, sinalizando que a Casa Branca está à espera de um eventual governo de Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula nas eleições, para consolidar a tutela sobre a região.

Apesar da postura agressiva e da retórica acusatória, a própria determinação da Casa Branca expôs contradições internas ao deixar o Brasil de fora da lista dos principais locais de trânsito ou grandes produtores de drogas ilícitas do mundo para o ano fiscal de 2027. A classificação do PCC e do CV como “organizações terroristas estrangeiras” foi imposta unilateralmente por Washington este ano, ignorando a firme resistência e a oposição do governo brasileiro. (Foto: Reprodução)

Por Opinião em Pauta com informações da BBC News

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