Na reunião realizada nesta segunda-feira (31), Brasil e Estados Unidos não conseguiram alcançar progressos significativos, mas concordaram que as discussões se inserem em um “novo contexto”. O presidente Donald Trump instruiu os membros da administração americana a trabalharem em busca de um entendimento com o governo Lula (PT), segundo informou o ministro Márcio Elias Rosa, da Indústria.
“Existe um compromisso político que foi reafirmado para estabelecer um acordo, e há um reconhecimento de que nos deparamos com um novo contexto,” declarou o ministro durante uma entrevista com a imprensa após a reunião. Ele se reuniu com o representante comercial dos Estados Unidos nesta segunda-feira, acompanhado pelo ministro Mauro Vieira (Itamaraty).
Conforme o ministro, a alteração de atitude resulta da aplicação das novas taxas dos Estados Unidos sobre mercadorias do Brasil.
Até julho, ele mencionou que as discussões focavam em evitar a implementação de sobretaxas. Atualmente, com as novas medidas já implementadas, o Brasil defende que a estrutura tarifária se tornou desequilibrada, favorecendo os Estados Unidos.
“Atualmente, é um fato que a implementação dos 37,5% resulta em um agravamento do desequilíbrio em benefício deles. Qualquer concessão por parte do Brasil apenas ampliará o déficit para o país”, afirmou.
O ministro declarou que a reunião realizada nesta segunda-feira resultou na reinício oficial das negociações, sem a análise de propostas concretas, setores ou possíveis concessões de ambas as partes.
Grupos de especialistas das duas nações estão agendados para se encontrar novamente nos próximos dias, com a programação de novas reuniões, tanto online quanto presenciais, nas semanas que seguem.
“Recentemente, a notícia positiva é que reiniciamos as conversas para uma possível negociação. Isso é extremamente relevante,” declarou.
Rosa creditou o reinício da conversa ao telefonema entre Lula e Trump. Conforme seu relato, Greer mencionou que estava presente durante a ligação e que recebeu de Trump a instrução para buscar um acordo com o Brasil. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações da Folhapress



