O senador Jaques Wagner (PT-BA) renunciou à função de líder do governo no Senado poucos dias depois de ser mencionado entre os investigados da 9ª fase da operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras bilionárias relacionado ao Banco Master.
Na quarta-feira, dia 24, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encontrou-se com o senador no Palácio da Alvorada. O diálogo levou aproximadamente duas horas.
Depois da reunião, Wagner declarou em uma postagem nas redes sociais que, em conjunto com o presidente, optou por se distanciar da liderança no Senado.
“Acabei de participar de uma conversa muito produtiva com o Presidente @LulaOficial, um diálogo amigável, e chegamos à conclusão, de forma consensual, que eu deixarei a liderança do Governo no Senado Federal.“.
“Atualmente, meu foco principal é demonstrar minha inocência e me empenhar na reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além de buscar minha própria reeleição ao lado de Rui Costa para o Senado”, afirmou Wagner.
Propriedades associadas ao senador em Salvador (BA) e Brasília foram alvo de ordens de busca e apreensão na última quinta-feira (18).
A Polícia Federal indica Jaques Wagner como o “possível beneficiário principal dos benefícios financeiros em investigação, sendo retratado como um agente público em relação ao qual teriam sido organizados pagamentos, vantagens e aquisições de bens“.
De acordo com a apuração, o senador mantém uma relação próxima com o banqueiro Augusto Lima, que foi parceiro de Daniel Vorcaro e é dono do Banco Pleno, uma instituição financeira que também foi encerrada pelo Banco Central (BC).
A Polícia Federal está averiguando a possibilidade de que o senador tenha recebido valores e vantagens em troca de apoio a iniciativas no Congresso que seriam favoráveis ao Banco Master, incluindo a conhecida “Emenda Master”.
Existem dúvidas relacionadas à aquisição de um imóvel de alto padrão em Salvador, além de transferências que totalizam R$ 3,5 milhões em nome de parentes do político. Ele refuta qualquer acusação de irregularidade. (Foto: Ag. Senado)
Por Opinião em Pauta com informações da FolhaPress



