Polícia investiga furto milionário à mansão do pai de Vorcaro

Henrique Acker  –  Um furto milionário num condomínio de luxo em Nova Lima (MG), região metropolitana de Belo Horizonte, chama a atenção. A residência, invadida na madrugada de 20 de junho, é do pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Henrique Vorcaro está preso, sob a acusação de pertencer ao “núcleo violento” do grupo.

A polícia de Minas Gerais deteve um homem de 41 anos, conhecido por furtar moradias de alto padrão, que foi preso em 2023 pelo mesmo tipo de ocorrência no condomínio. Com ele, foram encontrados alguns objetos furtados. Mas há suspeitas de que haveria outros envolvidos no planejamento e execução do crime.

 

R$ 5 milhões em objetos de luxo

O Boletim de Ocorrência foi registrado por Aline Vorcaro, esposa de Henrique Vorcaro e mãe do banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com levantamento da Polícia Civil, o prejuízo chegaria a R$ 5 milhões. Entre os objetos levados pelos criminosos estão um relógio, pulseiras e outras joias, além de seis cartões de crédito, bolsas e sapatos de luxo e uma pistola 380 ACP. Parte dos objetos foi encontrada com o acusado, mas os de maior valor ainda não foram recuperados.

“Neste momento, os trabalhos estão concentrados na localização dos bens ainda não recuperados e da arma de fogo roubada, além da identificação de possíveis receptadores envolvidos na ocultação e comercialização dos objetos provenientes do crime”, informou em nota a Polícia Civil de Minas.

 

Hipóteses em aberto

O condomínio Capitão do Mato, em Nova Lima, é conhecido por abrigar mansões de milionários. Algumas possuem helipontos. O local oferece privacidade aos moradores e é extremamente vigiado. Por isso, há diversas hipóteses a serem investigadas sobre a autoria do crime:

. A Justiça determinou o bloqueio e o protesto contra a alienação de bens de luxo no Brasil e no exterior de Daniel Vorcaro e de seus familiares (pai e irmã), para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master, estimado em R$ 51 bilhões. Nenhum objeto poderia ser retirado da residência;

. O furto só poderia ocorrer com a conivência de pessoal responsável pela segurança, que trabalha com rondas internas, câmeras de segurança e monitoramento rigoroso de entrada e saída de pessoas no condomínio. As câmeras e a portaria devem ter imagens e o registro da entrada do autor do crime;

. Os bens mais valiosos não foram encontrados com o criminoso, o que indica a existência de pelo menos um receptador. Se alguém pagou por objetos subtraídos no furto, certamente tem conhecimento do tipo de bens que existem no imóvel.

Na imagem destacada, portaria do condomínio Capitão do Mato (Foto: Nova Lima – MG) 

Por Henrique Acker (jornalista e colunista), com informações de O Tempo, CNN Brasil e G1.

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