O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou um “crime eleitoral” relacionado a uma alegada irregularidade na eleição presidencial realizada no último domingo (21), que indicou uma vitória do candidato oposicionista Abelardo De La Espriella.
“Após o upload, diversos formulários E-14 sofreram alterações e, ao contrário do que declarou o registrador encarregado da apuração, excluíram os registros de data, hora e o Hash dos algoritmos para realizar mudanças intencionais, provenientes dos escritórios dos irmãos Bautista”, afirmou o presidente em suas redes sociais.
Petro menciona os empresários Bautista, que são proprietários da Thomas Greg & Sons, uma das companhias encarregadas da apuração inicial. Os formulários E-14 são aqueles que documentam os votos de cada urna, coletados em papel pelos votantes, enquanto o Hash é o programa que deveria assegurar a autenticidade digital dos registros.
Na Colômbia, o processo de contagem dos votos é dividido em duas fases. A primeira, chamada de pré-contagem, é apresentada no dia das eleições e serve apenas como uma informação, não possuindo valor jurídico para determinar o ganhador. A segunda fase, o escrutínio, é realizada por juízes eleitorais sob a supervisão dos partidos, onde os registros E-14 são checados manualmente para consolidar o resultado oficial.
Petro também apontou potenciais anomalias fora do país e relatou o caso de um consulado que, apesar de ter apenas 80 eleitores cadastrados, teria contabilizado mil votos. Ele ainda insinuou a participação de Israel nas alegadas fraudes.
“Atualmente, observamos indícios de alteração nos endereços IP de diversos servidores do Registro Nacional, o órgão encarregado de contabilizar os votos. Isso indica que houve uma violação no software, resultando na gravação de informações de seções e locais de votação por terceiros. A única nação que possui a capacidade de realizar tal ação é Israel”, declarou.
De acordo com a pré-contagem, De La Espriella recebeu 49,66% dos votos válidos, totalizando 12,9 milhões, enquanto Iván Cepeda obteve 48,70%, com 12,7 milhões. A diferença entre eles é de aproximadamente 250 mil votos, em um total de 26,3 milhões de eleitores que compareceram às urnas, resultando em um índice de 63,6% de participação, o mais alto já registrado na história do país. (Foto: Reuters)
Por Opinião em Pauta com informações da Reuters



