Henrique Acker – Cerca de 3.500 aposentados com contas bancárias foram lesados pelo Banco Regional de Brasília (BRB) em R$ 5 milhões. Sete pessoas foram detidas pela Polícia Civil do Distrito Federal, na Operação Parasitas, realizada nesta terça-feira, 23 de junho.
Os descontos não autorizados têm conexão com o esquema bilionário de fraudes contra aposentados em todo o país, que gerou a CPMI do INSS. Em média, o correntista era lesado em R$ 40 por mês. A Justiça solicitou o bloqueio de bens móveis e imóveis dos acusados, incluindo criptomoedas.
“Mão Amiga”
A operação contou com a colaboração do Procon do Distrito Federal e foi iniciada a partir de reclamações no órgão e registros de boletins de ocorrência denunciando o esquema. A polícia também apura o provável envolvimento de três servidores do banco, que foram alvo de mandados de busca e apreensão em suas residências.
Outros dez mandados foram cumpridos em Minas Gerais. Seis entidades foram autorizadas a realizar as operações via crédito consignado, descontado em folha de pagamento: CASSISP, SBSP, ASPJUB, CASSISPUB, COBJUD e outra que atende pelo curioso nome de MÃO AMIGA.
Por conta do socorro de cerca de R$ 30 bilhões ao Banco Master, durante o governo de Ibaneis Rocha, a situação do Banco de Brasília (BRB) é considerada crítica. Para evitar uma intervenção do Banco Central, o Governo do Distrito Federal e o Governo Federal fecharam acordo para socorrer a instituição com R$ 6,5 bilhões.
Master e mansão de Flávio Bolsonaro
O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, está preso sob a acusação de ter recebido R$ 147 milhões em propina de Daniel Vorcaro para favorecer o Banco Master. O BRB precisa de cerca de R$ 8 bilhões para obter liquidez suficiente e seguir operando no sistema bancário.
O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro também é investigado e alvo de denúncias, devido a um empréstimo de R$ 3,1 milhões concedido pelo Banco de Brasília em 2021. Seus aliados temem uma delação premiada do ex-presidente do BRB.
O montante foi usado na compra de uma mansão em Brasília avaliada em quase R$ 6 milhões. A suspeita é de um suposto favorecimento, visto que o financiamento foi aprovado com taxas abaixo do mercado e com comprometimento de renda acima dos limites usuais do banco. (Foto: Reprodução / Montagem)
Por Henrique Acker (jornalista e colunista), com informações da CNN Brasil, Jota.info e G1.


