Na manhã desta terça-feira, a Polícia Federal iniciou a Operação Miragem com o objetivo de apurar um alegado esquema de fraudes no Sistema Financeiro Nacional relacionado à administração do banco Digimais, que é controlado pelo grupo do bispo Edir Macedo. A operação está sendo realizada em São Paulo e abrange a execução de nove mandados de busca e apreensão.
No total, mais de 50 agentes da Polícia Federal estão envolvidos na operação. Por ordem da Justiça Federal, foi concedida permissão para a suspensão dos sigilos bancário e fiscal dos alvos da investigação, além do bloqueio de ativos e quantias que podem chegar a R$ 670,3 milhões.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação fundamentou-se em documentos elaborados pelo Banco Central, os quais indicaram sinais de sérias irregularidades na gestão das operações da instituição financeira. A investigação visa elucidar a atuação dos gestores do banco e verificar a possível existência de um esquema destinado a ocultar a verdadeira condição financeira da entidade.
Segundo os pesquisadores, o grupo supostamente alterou os balanços e relatórios contábeis para esconder a verdadeira situação financeira da organização, apresentando aos órgãos reguladores uma fachada de solvência. As evidências também sugerem a sobreavaliação de bens e a contabilização artificial de receitas, cujo total poderia chegar a centenas de milhões de reais.
A operação da Delegacia de Combate às Drogas foca em 44 suspeitos associados ao Comando Vermelho, executando ordens de prisão e buscas na área da Zona Sul.
A Polícia Federal investiga ainda transações financeiras que teriam sido feitas de maneira inadequada em favor da empresa que controla o banco, assim como a possível inclusão de dados falsos ou alterados em sistemas oficiais empregados pelo regulador do setor financeiro.
Os indivíduos visados pela operação poderão ser responsabilizados, à medida que as investigações progridem e de acordo com a culpabilidade de cada um, por infrações previstas na Lei nº 7.492/1986. Isso inclui atividades como a gestão irregular de instituições financeiras, a inserção de informações fraudulentas em relatórios contábeis e a execução de operações de crédito proibidas pela legislação.
Até agora, a Polícia Federal não forneceu informações sobre os itens confiscados durante a execução dos mandados e não comunicou se ocorreram detenções vinculadas à Operação Miragem. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações da Agência Globo



