O deputado federal Rogério Correia, do PT de Minas Gerais, sugeriu que Jaques Wagner, do PT da Bahia, se desligue da liderança do governo no Senado enquanto a Operação Compliance investiga novas descobertas relacionadas ao caso do Banco Master.
Em uma publicação na plataforma X, Correia declarou que a investigação deve progredir “independentemente de quem isso afete”, mas insistiu que as recentes revelações não mudam a natureza política do escândalo relacionado ao Banco Master. O parlamentar destacou que o presidente Lula sempre apoiou investigações detalhadas e a independência dos órgãos responsáveis pela apuração.
“O presidente Lula sempre afirmou: independentemente das consequências, a investigação deve ser realizada até o seu término! Com as recentes informações divulgadas pela Operação Compliance, isso não poderia ser diferente”, registrou.
O parlamentar considerou que, como investigado, Jaques Wagner deveria se afastar temporariamente da liderança do governo para se concentrar em sua defesa, mantendo assim a presunção de inocência.
“Como investigado, Jaques Wagner precisa se afastar da direção do governo para focar em sua defesa, garantindo sempre a presunção de inocência. A Polícia Federal está realizando suas atividades, e aqueles que cometeram infrações devem assumir as consequências”, disse.
Deputado mira origem das falcatruas
Embora haja pressão sobre Wagner, Rogério Correia declarou que o assunto não pode ser separado do que ele denomina de “BOLSOMASTER”. Segundo o deputado, a origem do escândalo remonta ao momento em que Roberto Campos Neto, escolhido por Jair Bolsonaro para o Banco Central, deu luz verde para o funcionamento do Banco Master em 2019.
“Entretanto, é necessário afirmar de maneira clara: essas novas revelações não alteram a origem do escândalo do Banco Master, que é o BOLSOMASTER!”.
Correia ressaltou que, sob a administração de Campos Neto, o Banco Central foi informado sobre diversas irregularidades, mas não tomou providências. De acordo com o deputado, essa falta de ação resultou em um prejuízo bilionário no crédito consignado de muitos brasileiros.
O legislador também mencionou o ex-chefe do Executivo do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e destacou que ele fez uma tentativa de utilizar o BRB, um banco estatal, para ajudar a entidade financeira de Daniel Vorcaro, diante de indícios de irregularidades. (Foto: Congresso Nacional)
Por Opinião em Pauta com informações da EBN



