O Governo Federal irá expandir o Programa Cisternas ao contratar aproximadamente 191 mil cisternas adicionais, além de outras soluções sociais para o acesso à água. Essa iniciativa surge após a distribuição de 121.240 unidades desde 2023, reafirmando a continuidade de uma das mais significativas políticas públicas destinadas a lidar com a seca e fomentar a segurança alimentar no Brasil.
De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a ação contou com aportes federais de R$ 1,7 bilhão e já ultrapassa os números obtidos entre 2019 e 2022, quando foram instaladas 54,5 mil cisternas e investidos R$ 194,2 milhões.
A maioria das distribuições se concentra nos estados do Semiárido do Brasil, mas o programa também beneficia comunidades na Região Amazônica, assim como em localidades de Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio Grande do Sul, utilizando tecnologias que se adequam às particularidades dessas regiões.
Brasileiros ganham dignidade
O Programa Cisternas visa assegurar o acesso a água potável para consumo e cultivo, ajudando a diminuir a insegurança alimentar e a melhorar a qualidade de vida de muitas famílias no campo.
Em Major Izidoro, localizado no sertão alagoano, Daniela Oliveira é uma das contempladas pelo programa. Em 2025, ela foi agraciada com uma cisterna de 16 mil litros para capturar e guardar a água da chuva, deixando para trás os galões improvisados que usava antes.
“A cisterna proporcionou segurança, pois aqueles que não a possuem jamais têm certeza da qualidade da água que armazenam de maneira improvisada em suas residências. A cisterna também trouxe dignidade, pois possibilitou que as pessoas conquistassem o ‘direito ao cotidiano’, permitindo autonomia sem depender de terceiros. Além disso, proporcionou melhoria na qualidade de vida, já que a água armazenada na cisterna assegura saúde e bem-estar”, informou.
As cisternas implementadas pelo programa têm uma capacidade que varia de 16 mil a 52 mil litros, possibilitando o armazenamento seguro de água durante as secas.
Qualidade na saúde das comunidades
Tatiane Brito, agente comunitária de saúde, monitora atentamente os efeitos das políticas públicas em Major Izidoro. Com duas décadas de experiência na área, ela ressalta que a melhoria no acesso à água impacta diretamente a saúde das famílias.
De acordo com Tatiane, a ocorrência de questões ligadas à qualidade da água, como episódios de diarreia, tem mostrado queda nas comunidades assistidas. “Essas são famílias que necessitam bastante da cisterna. Devido à longa estiagem, muitas contam com o abastecimento de caminhões-pipa que fornecem apenas um tambor de 200 litros por semana, para cada família, a cada oito dias. É uma situação muito difícil. No entanto, com as cisternas, essas famílias conseguem resgatar sua dignidade. É uma verdadeira bênção para eles”, disse.
Além de desempenhar a função de agente de saúde, ela se envolve de maneira voluntária em iniciativas de mobilização social que ajudam a identificar e a monitorar as famílias que recebem assistência. (Foto: Reprodução ASA)
Por Opinião em Pauta com inf0rmações da Rede Brasil



