A mulher de 37 anos detida após admitir ter se disfarçado de uma menina de 12 anos e ter vivido como filha adotiva de uma família em Joinville (SC) foi identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira. De acordo com a Polícia Civil, que está apurando casos de fraude e uso de identidade falsa, além do casal que a recebeu na cidade, ela também teria enganado diversas pessoas em outros estados nos últimos anos.
Em 2023, foi detida em Nova Iguaçu (RJ) após realizar fraudes ao alegar que era uma vítima de um esquema de prostituição e feitiçaria. Naquele momento, ela já se passava por uma jovem para iludir suas vítimas.
Amanda foi alvo de uma decisão de prisão preventiva emitida pela Justiça de Santa Catarina nesta quarta-feira (3). Além disso, ela irá se submeter a avaliações de saúde mental. Em uma declaração, o advogado Rafael Luiz Siewert, que defende a acusada, mencionou que está à espera dos resultados da perícia técnica (leia a íntegra abaixo).
Em Joinville, onde usava o nome Gabriele, ela encontrou as vítimas enquanto buscava uma igreja e contou ter escapado do Pará devido a abusos. De acordo com a Polícia Civil, Amanda é, na verdade, oriunda do Ceará.
Embora as autoridades do Rio de Janeiro tenham informado que Amanda Maria tem 42 anos, a Polícia Civil de Santa Catarina alega que, na verdade, ela possui 37 anos em 2023. A diferença na idade não foi explicada.
O esquema para chegar até a família
De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, que comanda a apuração, ao se integrar à comunidade religiosa, a pessoa foi recebida e recebeu apoio financeiro. Posteriormente, a família com quem estava residindo nos últimos 14 meses a recebeu e proporcionou uma vida confortável.
“Ela conseguiu manipular emocionalmente os membros da família. Era um grupo que desfrutava de uma condição financeira estável, o que permitiu que ela tivesse uma vida de adolescente bastante confortável. Embora não recebesse dinheiro diretamente enquanto esteve com eles, tinha acesso a tudo que era bom e de qualidade“, disse.
Para manter sua farsa de adolescente e explicar sua aparência madura, de acordo com a Polícia Civil, ela afirmava erroneamente ter autismo e outras condições de saúde. Além disso, sustentava que suas características adultas eram resultado de uma administração compulsória de hormônios na infância, época em que teria sofrido abusos.
Com atitudes de criança, de acordo com as autoridades, ela utilizava mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para adormecer.
Denunciada por um familiar
Os dois recorreram à polícia depois que a denúncia de um familiar resultou na revelação da infração.
“Uma tia que não morava muito longe, mas que não se via com frequência, nunca se convenceu da narrativa de que ela era menor de idade e decidiu buscar informações online. Encontrou um caso muito similar que ocorreu no Rio de Janeiro, com o mesmo método, e informou o pai adotivo”, relatou o delegado.
A polícia investigou mais a fundo e constatou que a mulher já havia cometido o mesmo tipo de crime anteriormente, com registros em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Na imagem destacada, Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, que foi presa fingindo ser criança de 12 (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com agências de notícias



