Jornalista vincula Flávio Bolsonaro ao crime organizado no Rio

Durante sua carreira como deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro prestou homenagens a vários membros das forças de segurança que, posteriormente, foram alvo de investigações, prisões ou condenações por delitos como envolvimento com milícias, assassinatos, corrupção, irregularidades administrativas, lavagem de dinheiro e constituição de organizações criminosas. O passado das ligações de Flávio Bolsonaro com o “underground” do crime foi revelado pelo jornalista Ricardo Noblat, do Metrópoles.

Um dos casos mais notórios é o de Adriano Magalhães da Nóbrega, que foi capitão do Bope e mais tarde identificado como chefe da milícia de Rio das Pedras e do grupo de extermínio conhecido como Escritório do Crime. Flávio homenageou Adriano com uma Moção de Louvor em 2003 e a Medalha Tiradentes em 2005, além de ter acomodado sua mãe e esposa em seu gabinete na Alerj.

Outras distinções outorgadas por Flávio Bolsonaro foram destinadas a agentes policiais e oficiais que, posteriormente, enfrentaram processos judiciais ou foram condenados.

Dentre os envolvidos estão Ronald Paulo Alves Pereira, sentenciado por sua participação em um massacre e reconhecido como líder de milícia; Claudio Luiz de Oliveira, que foi julgado como o responsável pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli; Hélio Machado da Conceição, que foi desligado da Polícia Militar devido a ligações com milícias e máquinas de jogos; Maycon Macedo de Carvalho, denunciado por corrupção e chefia de uma organização criminosa; além dos policiais Alan Rodrigues de Oliveira e Alex Rodrigues, que foram detidos por extorquir comerciantes na Zona Oeste do Rio.

O rol também abrange Arlei Balbino, acusado de práticas de improbidade administrativa; Edson Alexandre Pinto de Góes, sentenciado por lavagem de dinheiro; Edson Raimundo dos Santos, condenado por sua envolvêcia no caso Amarildo; e o ex-militar Lício Maciel, reconhecido por sua participação na Guerrilha do Araguaia e, mais tarde, denunciado pelo Ministério Público Federal por infrações ocorridas durante a era da ditadura militar.

Recentemente, os Estados Unidos designaram as organizações criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas. Essa ação do Departamento de Estado americano foi tomada após uma reunião entre Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington. (Foto: Reprodução)

Por Opinião em Pauta com informações do metrópoles

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