Representantes do setor empresarial do Brasil se encontraram na terça-feira (26) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para solicitar uma extensão de prazo para a análise da PEC da 6×1. Os empresários manifestaram sua oposição ao progresso da proposta no Legislativo e afirmaram que a discussão não deve ocorrer durante o período eleitoral.
Ricardo Alban, líder da CNI (Confederação Nacional da Indústria), e Paulo Skaf, responsável pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), se pronunciaram para a mídia após a reunião.
Segundo os participantes, é essencial que a discussão sobre a diminuição da carga horária de trabalho ocorra com “tranquilidade e embasamento técnico“. Os representantes do setor empresarial se abstiveram de afirmar oposição ao projeto, mas advogaram pela preservação do limite constitucional de 44 horas por semana.
“Estamos aqui para buscar uma solução, não para nos queixar ou negociar. O texto que provavelmente será aprovado na Câmara vai contra os interesses dos trabalhadores e consumidores. Acreditamos que o Senado será capaz de abordar essa questão relevante com equilíbrio e maturidade, sem se deixar influenciar por interesses eleitorais”, declarou Alban.
Skaf enfatizou que os empreendedores apoiam a criação de acordos coletivos, nos quais cada segmento estabelece com seus funcionários como será organizada a carga e a distribuição de trabalho.
Para os empresários, a aprovação da diminuição por meio da PEC “limitam” as tratativas entre sindicatos e empregadores de diversos segmentos. Segundo Skaf, a proposta que está sendo debatida na Câmara é “incompatível com a realidade do Brasil“.
Alcolumbre reconheceu a complicação do tema e a importância de abordá-lo com tranquilidade. Sugerimos que as conversas ocorram de maneira calma. O essencial é evitar a pressa e agir com eficiência. Alguns meses a mais não farão diferença. A iniciativa da Câmara foi feita de forma leviana, sem consultar nenhum setor, afirmou.
A comissão especial encarregada de analisar a PEC, por sua vez, acolheu empreendedores de variados segmentos, tanto na Câmara quanto em eventos promovidos nos estados. Membros da Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) e da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) estiveram presentes em uma audiência da comissão, manifestando sua oposição à extinção da escala 6×1. (Foto: Pedro Gontijo)
Por Opinião em Pauta com informações da CNN



