Thiago Ávila, um ativista brasileiro, foi solto neste sábado (9) pelas autoridades israelenses, após ter estado preso desde o final de abril, durante uma flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza. Juntamente com Ávila, o ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi liberado. Segundo a ONG Adalah, que monitora o caso, ambos devem ser deportados em breve.
Os dados foram obtidos da CNN.
Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram detidos em 29 de abril, após a captura de sua embarcação pelas forças israelenses, que fazia parte da Flotilha Global Sumud. Essa missão partiu da Espanha no dia 12 de abril, com a intenção de quebrar o bloqueio que Israel impôs à Faixa de Gaza e fornecer assistência humanitária à região palestina.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou que Abu Keshek era considerado um potencial colaborador de uma organização terrorista, enquanto Ávila teria se envolvido em uma “atividade ilícita”. Ambos contestaram as alegações apresentadas pelas autoridades israelenses.
De acordo com a ONG Adalah, os ativistas receberam a notícia de que seriam liberados da prisão neste sábado, mas ficariam sob a supervisão das autoridades de imigração até que o procedimento de deportação fosse finalizado.
“O Adalah está acompanhando atentamente os eventos para assegurar que a soltura da detenção aconteça, seguida pela deportação de Israel nos dias vindouros”, disse a organização em um aviso.
Prisões contestadas por Brasil e Espanha
As administrações do Brasil e da Espanha consideraram a prisão dos ativistas como ilegítima. Mesmo com as intervenções diplomáticas, o Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel, optou por manter os dois detidos até o dia 10 de maio.
As autoridades de Israel levantaram suspeitas sobre delitos como colaboração com o inimigo e ligação com organizações terroristas.
Crise humanitária
A governança da Faixa de Gaza está principalmente nas mãos do Hamas, que é visto como um grupo terrorista por Israel e várias nações do Ocidente. A tensão no local aumentou após os ataques realizados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, dando início ao conflito armado em Gaza.
Desde aquele momento, a ação militar de Israel resultou em ampla devastação na região palestina, deixando muitos habitantes sem lar e necessitando de apoio humanitário. Entidades internacionais indicam que a distribuição de ajuda ao local ainda avança de maneira lenta e é inadequada. (Foto: Reuters)
Por Opinião em Pauta com informações da CNN



