O recente governo húngaro decidiu manter sua presença no Tribunal Penal Internacional (TPI), especialmente devido à ordem de prisão internacional emitida contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A declaração foi feita nesta segunda-feira (20) por Peter Magyar, chefe do partido Tisza, que saiu vitorioso nas eleições na Hungria.
“Eu deixei claro ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que não iremos nos retirar, pois meus colegas decidiram que podemos pausar a retirada até o dia 2 de junho. O governo húngaro manifestou sua intenção de suspender essa retirada e de continuar como membro do Tribunal Penal Internacional“, afirmou Magyar durante uma entrevista coletiva.
Magyar mencionou que os países que fazem parte do TPI têm a responsabilidade de cumprir os mandados emitidos e prender as pessoas que se encontram em seu território e que são buscadas pelo tribunal. Em 2024, o TPI lançou um mandado de prisão contra Netanyahu.
Em abril de 2025, o predecessor de Magyar, Viktor Orbán, acolheu Netanyahu em Budapeste, mesmo diante das contestações globais.
Em maio de 2025, a assembleia nacional da Hungria decidiu pela saída do Tribunal Penal Internacional (TPI). Naquele momento, o primeiro-ministro Viktor Orban declarou que a entidade havia perdido sua imparcialidade e se tornado influenciada por questões políticas.
No mês de novembro de 2024, o Tribunal Penal Internacional divulgou ordens de prisão para Netanyahu e o ex-chefe do Ministério da Defesa de Israel, Yoav Gallant, sob a acusação de envolvimento em crimes de guerra na região da Faixa de Gaza. (Foto: REUTERS/Bernadett Szabo)
Por Opinião em Pauta com informações da Reuters



