A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, anunciou que planeja divulgar dados que, conforme suas colocações, poderiam prejudicar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, em relação ao escândalo associado ao financiador Jeffrey Epstein. Em suas postagens nas redes sociais, ela afirmou ter evidências e se comprometeu a prosseguir com ações legais, garantindo que irá “desmantelar todo o sistema”.
As afirmações foram divulgadas em uma sequência de publicações na rede social X e em entrevistas, nas quais Amanda também explicou sua interação com o grupo social associado a Trump e Epstein ao longo de vinte anos.
Em suas mensagens, a brasileira lançou acusações diretas contra o presidente e a primeira-dama. “Vou acabar com o seu esquema corrupto, mesmo que isso seja o último que eu faça na minha vida. Irei até o final — não tenho medo. Talvez você deva temer o que sei… sobre você e seu marido (…) Não tenho mais nada a perder. Vou derrubar todo o sistema — cuidado comigo, sua estúpida”, escreveu.
Amanda declarou que planeja tomar ações legais contra Melania e Trump, a quem chamou de “pedófilo”. Ela mencionou ter mantido uma relação próxima com o casal por aproximadamente 20 anos. “Você sabia que eu estava sob custódia do ICE. Você esteve presente em minha vida — todos os anos no aniversário do meu filho, até enviando o Serviço Secreto para parabenizá-lo, em 2016. Algo claramente estava errado, mas eu não estou envolvida em nenhuma missão maléfica relacionada a crianças. Então, o que você fez, Melania? Você tentou me implicar, mas não conseguiu — porque eu tenho princípios”, afirmou.
As postagens surgiram como reação a um vídeo apresentado por Melania Trump, onde a primeira-dama refutava qualquer conexão com Epstein. Em seguida, as mensagens de Amanda foram removidas e a conta de Melania foi desativada.
A ex-modelo atribui sua deportação dos Estados Unidos, que aconteceu em 2025 após mais de vinte anos residindo no país, à influência do empresário italiano Paolo Zampolli, que foi seu parceiro e também um apoiador político de Trump. Conforme uma matéria do New York Times mencionada por Amanda, Zampolli teria pedido a agentes de imigração que ela fosse encaminhada a um centro de detenção antes de ser liberada mediante fiança, no decorrer da batalha judicial pela custódia do filho que tiveram juntos.
Durante uma entrevista, Amanda relatou como ocorreu sua prisão: “Os policiais invadiram nossa casa às seis horas da manhã, me empurraram para o corredor ainda de pijama, com o rosto voltado para a parede, e levaram nossos passaportes. Algemaram a mim e ao meu marido na presença do Giovanni.”.
Ela também declarou que foi convidada a testemunhar diante do Comitê de Supervisão do Congresso dos EUA, que está investigando o caso Epstein, embora ainda não tenha recebido uma intimação oficial. (Foto: Reuters)
Por Opinião em Pauta com informações da Reuters



