PF: Dinheiro pedido por Flávio pode ter custeado Eduardo nos EUA

A Polícia Federal investiga a possibilidade de que fundos associados a Daniel Vorcaro tenham sido utilizados para cobrir gastos do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, país em que reside desde fevereiro de 2025.

Os fundos teriam sido enviados para um fundo localizado no Texas, nos Estados Unidos, por uma companhia denominada Entre Investimentos e Participações. A intenção era financiar o longa-metragem “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Suspeita-se que esse fundo esteja sob o controle de parceiros de Eduardo. A informação sobre a linha de investigação da Polícia Federal foi publicada primeiramente pelo site G1. 

A Polícia Federal busca esclarecer se os fundos, supostamente transferidos a pedido do proprietário do Banco Master, foram realmente utilizados para a produção do filme ou se uma parte desses recursos foi destinada a manter o estilo de vida de Eduardo no Brasil.

Na quarta-feira (13), o portal The Intercept Brasil divulgou que Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, solicitou recursos a Vorcaro para apoiar a produção do filme Dark Horse. Flávio e Eduardo são filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ex-banqueiro desembolsou R$ 61 milhões para a produção que aborda a trajetória do ex-presidente, e um áudio datado de setembro de 2025 revela o senador do PL solicitando mais verbas ao ex-banqueiro.

O senador admitiu ter solicitado recursos ao ex-banqueiro para o projeto cinematográfico, mas negou ter recebido ou oferecido qualquer tipo de benefício.

“É fundamental distinguir os inocentes dos culpados. No nosso contexto, o que ocorreu foi um filho buscando financiamento privado para um filme particular sobre a trajetória do próprio pai. Não houve envolvimento de recursos públicos”, declarou Flávio. Em sua declaração, ele mencionou que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, “após o término do governo Bolsonaro, em um período sem acusações ou suspeitas públicas em relação ao banqueiro“.

O relacionamento é reestabelecido quando ocorrem atrasos nos pagamentos das parcelas de patrocínio essenciais para finalizar o filme. Não ofereci benefícios em troca disso. Não organizei encontros pessoais fora da programação. Não atuei como intermediário em negociações com o governo. Não recebi pagamentos ou qualquer tipo de benefício”, acrescentou Flávio, reafirmando seu apoio à CPI do Master.

Entretanto, a Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme, afirmou que não recebeu transferências de fundos do ex-banqueiro para o projeto, assim como o produtor-executivo e antigo deputado federal Mário Frias.

No ano passado, Eduardo se mudou para os Estados Unidos. Atualmente, ele é processado no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostamente ter cometido o crime de coação durante o andamento de um processo de maneira contínua.

A imputação afirma que ele tentou impor punições ao Brasil e a figuras públicas brasileiras com a intenção de obstruir o processo judicial relacionado ao caso de Jair Bolsonaro na conspiração golpista.

A acusação feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República) foi protocolada em 21 de setembro, após a condenação de Bolsonaro relacionada ao esquema golpista. O relatório menciona declarações públicas de Eduardo, além de entrevistas e publicações onde ele revela seu papel na implementação de sanções. Em novembro de 2025, a Primeira Turma do STF acolheu a denúncia de forma unânime.

No ano anterior, Eduardo destacou que a alegação era infundada e afirmou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, atua como “capacho de [Alexandre de] Moraes“. A defesa também sustenta que não ocorreu nenhuma violência ou ameaça séria durante o incidente. (Foto: Montagem / Reprodução)

Por Opinião em Pauta com agências de notícias e G1

Relacionados

plugins premium WordPress