Comércio do BRICS supera US$ 1 tri e impacta mundo

As trocas comerciais entre as nações do BRICS superaram US$ 1 trilhão, marcando uma mudança significativa na dinâmica da economia mundial. Esse progresso demonstra o fortalecimento das relações comerciais entre economias em desenvolvimento e a maior integração de seus mercados, além da diminuição da dependência em relação a centros tradicionais.

De acordo com informações publicadas pela rede TV BRICS, o montante das transações internas do bloco alcançou um novo nível em 2025, consolidando a posição do grupo como um dos principais hub de comércio global.

A expansão das transações comerciais entre os países do BRICS reflete uma tendência mais ampla de aprofundamento dos laços entre nações do Sul Global. Hoje, o grupo representa aproximadamente 24% do comércio global e cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Esse desempenho coloca o grupo como um protagonista nas escolhas econômicas globais, aumentando sua influência sobre o comércio e os investimentos.

A recente expansão do BRICS, que incluiu a adesão de nações como Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes Unidos, fortaleceu ainda mais a habilidade produtiva e estratégica do bloco, em particular na área de energia.

Adicionalmente, as nações participantes começaram a valorizar interações comerciais diretas, minimizando o uso de intermediários e aprimorando as cadeias logísticas. A China continua sendo o principal impulsionador desse movimento, acumulando uma fatia significativa das exportações industriais e servindo como um hub logístico e financeiro.

Paralelamente, Rússia e Índia estão expandindo sua atuação em setores como energia, alimentação e tecnologia, ajudando a diversificar a estrutura econômica do grupo.

 

Os efeitos na economia do Brasil

Um fator importante para o progresso do comércio doméstico é a adoção crescente de moedas locais nas operações entre nações. Essa abordagem ajuda a baixar os custos das trocas monetárias e a mitigar a dependência do dólar, consolidando a independência financeira do grupo.

Informações recentes mostram que as nações do BRICS são responsáveis por aproximadamente 26% das exportações mundiais, totalizando mais de US$ 5,7 trilhões. Esse montante significativo fortalece a integração comercial entre os países participantes.

Os impactos desse crescimento são relevantes para o Brasil. A China continua sendo o principal parceiro comercial da nação, ao passo que outros membros do BRICS estão se tornando cada vez mais importantes nas relações econômicas.

No ano de 2024, o Brasil movimentou acima de 500 milhões de toneladas de mercadorias no comércio com nações que fazem parte do bloco, o que coloca uma pressão significativa sobre a infraestrutura logística do país e estimula investimentos em transporte e na distribuição da produção.

O aumento dessas transações cria novas possibilidades para as exportações do Brasil, especialmente nas áreas de commodities e alimentos, além de ajudar a diminuir os custos comerciais. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Por Opinião em Pauta com Reuters

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