Henrique Acker – Entre Tiradentes e São Jorge. O dia 22 de abril pode ser a data da eleição indireta para o cargo vago de governador do Estado do Rio de Janeiro. Como já se previa, o bolsonarista Cláudio Castro oficializou sua renúncia na tarde de segunda-feira, 23 de março.
Castro, renunciou ao cargo na véspera do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), numa manobra para escapar de uma condenação que poderia torná-lo inelegível por abuso de poder político e econômico, uso irregular de recursos públicos e criação de programas sociais com fins eleitorais em 2022.
Depois do discurso de renúncia, os jornalistas presentes não tiveram direito a perguntas e ficaram sem saber o que Castro quis dizer com a frase “pode ter faltado acerto, mas nunca faltou vontade de acertar”.
O cargo está vago porque o ex-vice-governador Thiago Pampolha foi para Tribunal de Contas do Estado (TCE). Por sua vez, o também bolsonarista Rodrigo Bacellar, antigo presidente da Assembléia Legislativa, está afastado. Ele é acusado de vazar dados sigilosos para o Comando Vermelho e de obstruir investigações contra o ex-deputado TH Joias, preso por envolvimento com o CV.
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, Presidente do Tribunal de Justiça, tem 30 dias para promover o processo sucessório em que os únicos eleitores serão os 70 deputados estaduais. Ele deverá anunciar a convocação da eleição indireta até 25 de março.
O mandato tampão será exercido até 1 de janeiro de 2027, quando tomará posse o novo governador que sairá das urnas. De acordo com a legislação em vigor, o voto dos deputados será secreto.
As chapas precisam ser compostas por candidatos a governador e vice, e devem ser registradas em até cinco dias úteis após a publicação do edital de convocação. Para alívio de uns e decepção de outros, os candidatos poderão apresentar propostas aos deputados estaduais e fazer divulgação na internet, mas está proibida a propaganda paga.
Na imagem destacada, o ex-governador do Rio, Claudio Castro, ladeado por Tarcísio Freitas, Jair e Flávio Bolsonaro. (Foto: Reprodução)
Por Henrique Acker (jornalista e colunista)



