Criança diz a Lula que leitura abriu um “mundo mágico”

O conteúdo foi apresentado de forma clara e audível. Araguatins (TO), 23 de março de 2026“. Assim iniciava a correspondência da jovem Maria Angellyna Amorim, que se alfabetizou em 2025. Ela leu a carta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para o ministro da Educação, Camilo Santana, durante um evento realizado nesta segunda-feira (23), em Brasília.

Em cima do palco e com o microfone em mãos, a jovem que atualmente cursa o terceiro ano do fundamental compartilhava que um “universo encantado” se revelava diante dela e de seus companheiros.

Atualmente, somos capazes de ler obras literárias e compor várias modalidades de texto, incluindo narrativas, mensagens e poesias.”.

A jovem se sentia realizada ao saber que sua escola, São Vicente Ferrer, foi uma das 4.872 instituições de ensino a receber a honraria do selo nacional Compromisso com a Educação, concedido pelo governo federal.

“À medida que lemos, temos a sensação de que estamos explorando outros universos. As narrativas nos permitem sonhar, criar e adquirir novos conhecimentos”, comentou a jovem, radiante a cada palavra. De acordo com as declarações de Lula e Camilo Santana, o Brasil alcançou a marca de 66% de crianças alfabetizadas na idade adequada, assim como a menina de Araguatins.

Expectativas e sonhos

Durante o evento, a docente de alfabetização Maria Alice Alves, que atua na rede municipal de Domingos Mourão (PI), afirmou que ao entrar na sala de aula traz com ela expectativas e sonhos.

“Não os meus, mas também o de cada criança que está sentada na minha frente, com um lápis em suas mãos e um universo vasto a ser explorado”, afirmou.

A professora destacou que a alfabetização vai além do simples ato de ensinar a leitura e a escrita. “É um processo de abrir horizontes, de moldar aspirações e de criar oportunidades. A educação tem o poder de mudar vidas. E quando essa responsabilidade é tratada com seriedade, percebemos que estamos seguindo na direção correta”.

Domingos Mourão alcançou uma taxa de alfabetização infantil superior a 80%, um objetivo que o Brasil estabeleceu para ser atingido até 2030.

A diretora de educação básica do Ministério da Educação, Katia Schweickardt, concorda com a declaração da jovem. “É dentro das escolas que o Brasil inicia suas transformações.”.

Katia argumenta que a mudança no setor educacional necessita de colaboração entre a União, os estados e os municípios. “Não podemos mais aceitar um Brasil em que o local de nascimento de uma criança determine sua capacidade de aprendizado”, afirmou a secretária de educação básica. (Foto: AG. Brasil)

Por Opinião em Pauta com informações da Agência Brasil

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