O Parlamento Europeu tem a possibilidade de adiar a ratificação do tratado comercial com os Estados Unidos até que a administração do presidente Donald Trump apresente dados completos sobre sua política comercial. Essa ação surge em resposta às novas tarifas divulgadas por Trump, como reação à decisão da Suprema Corte dos EUA que restringiu o uso de poderes de emergência pelo presidente.
As informações foram divulgadas pela Bloomberg.
Bernd Lange, que preside a comissão de comércio no Parlamento, anunciou que irá sugerir, durante uma reunião de emergência nesta segunda-feira (23), a paralisação das atividades legislativas para a aprovação do chamado Acordo de Turnberry “até que uma avaliação jurídica completa seja realizada e que haja compromissos claros por parte dos Estados Unidos“. Em suas redes sociais, Lange caracterizou a situação como um “verdadeiro caos nas fronteiras devido à atuação do governo dos EUA” e condenou a crescente incerteza que isso tem causado para a União Europeia e outros parceiros comerciais dos EUA.
O Acordo de Turnberry, estabelecido no verão anterior entre Trump e a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, estipulava uma tarifa de 15% sobre a maioria das exportações da Europa para os Estados Unidos, enquanto eliminava taxas sobre produtos americanos destinados ao continente europeu. Por sua vez, os Estados Unidos continuariam a aplicar tarifas de 50% sobre aço e alumínio importados da União Europeia. O pacto foi aprovado pelo bloco na esperança de evitar uma guerra comercial ampla e assegurar apoio em questões de segurança dos EUA, especialmente em relação à Ucrânia, com a ratificação originalmente programada para março.
Depois da decisão do Supremo Tribunal, Trump declarou a implementação de uma tarifa global de 10%, que ele aumentou para 15% no sábado, intensificando a incerteza econômica e política acerca das ações comerciais dos Estados Unidos. Em resposta, Jean-Noël Barrot, o ministro das Relações Exteriores da França, comentou que o acordo comercial está sob nova análise: “Isso pode gerar questionamentos. E tomaremos as providências cabíveis em resposta.” (Foto: REUTERS/Stephanie Lecocq))
Por Opinião em Pauta com informações da Bloomberg.



