Master: Renan diz que Centrão chantageou TCU

O líder da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), declarou nesta quarta-feira (4) que contatou o Tribunal de Contas da União (TCU) a fim de obter esclarecimentos sobre acusações de interferência política na supervisão da liquidação do Banco Master realizada pelo Banco Central (BC) do Brasil.

De acordo com o legislador, a denúncia abrangeu membros do Centrão e líderes da Câmara dos Deputados, com o objetivo de reverter a liquidação.

Renan Calheiros afirmou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve fornecer explicações ao público sobre uma situação específica. O senador mencionou que Motta precisa justificara razão pela qual pressionou uma parte do Tribunal de Contas da União” para amenizar a fiscalização sobre possíveis irregularidades financeiras ligadas ao Banco Master.

“Não sou a pessoa mais qualificada para comentar sobre o deputado Hugo Motta, que preside a Câmara dos Deputados. No entanto, creio que antes de tomar uma decisão sobre a instalação da comissão, ele deve esclarecer por que pressionou um departamento do Tribunal de Contas da União para concluir a liquidação do Banco Central. Os líderes da Câmara estão sendo acusados de envolvimento nessa chantagem, e ontem fui ao Tribunal de Contas especificamente para solicitar informações que comprovem essa situação”, declarou Calheiros em entrevista.

O legislador também destacou que o trabalho do tribunal é fundamental para assegurar a conformidade legal e a clareza nas transações financeiras de grande relevância, como o encerramento de instituições financeiras.

“O Tribunal de Contas foi cooptado para finalizar o processo de liquidação. De forma franca e visível, os líderes da Câmara procuraram aprovar a ascensão do FGC [Fundo Garantidor de Crédito] para R$ 1 milhão como parte dessa influência”, declarou. O FGC funciona como um seguro para os investidores em situações de insolvência bancaria. No momento, o fundo oferece cobertura de até R$ 250 mil por investidor. (Foto: Ag. Senado)

Por Opinião em Pauta com informações da CNN

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