Opinião em Pauta – A reportagem do portal Opinião em Pauta já começou trabalhando, na manhã desta sexta-feira, 14, registrando movimentação de indígenas às portas da COP30, no Parque da Cidade , em Belém.
Desde as 5 horas da manhã, um grande número de guerreiros da etnia Munduruku, oriundos de comunidades vizinhas a Itaituba e Jacareacanga, no estado do Pará, realizam um protesto em frente ao portão fechado da Blue Zone da COP30, em Belém. A manifestação impede o acesso ao principal espaço da conferência climática da ONU.
Os líderes exigem uma reunião imediata com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmam que permitirão a entrada de trabalhadores e integrantes no evento apenas se forem recebidos por uma autoridade. Os Munduruku destacam que o governo está permitindo a continuidade de diversos projetos sem realizar uma consulta prévia, livre e informada às comunidades indígenas sobre os efeitos dessas iniciativas.
As reclamações estão direcionadas a hidrovias e portos de propriedade privada, bem como a iniciativas de crédito de carbono, do setor agropecuário e da Ferrogrão — uma ferrovia que conecta cidades produtoras de grãos no Mato Grosso a terminais fluviais de carga no Pará.
A ação é organizada pelo Movimento Munduruku Ipereg Ayu. “Presidente Lula, estamos presentes na COP para que o senhor nos ouça”, afirma a mensagem do movimento. “Anule o Decreto 12.600. Interrompa a Ferrogrão. Reserve nossas terras. Chega de crédito de carbono. Nossa floresta não está à venda“.
O grupo deixou a Aldeia COP e se dirigiu à entrada da zona restrita da ONU. Ao chegarem, descobriram que o acesso estava bloqueado e havia policiais da Força Nacional na entrada do Parque da Cidade. Um dos líderes comentou: “Se o portão está trancado, ninguém pode entrar ou sair”. Novos policiais continuaram a chegar ao local. (Foto: Opinião em Pauta)
Por Opinião em Pauta, direto do Parque da Cidade (COP30)


