Governo lança campanha: “o Pix é nosso, my friend”

Anúncio publicitário faz uma crítica à investigação dos Estados Unidos sobre o sistema de pagamentos brasileiro e destaca que o Pix é confiável e livre de tarifas.

 

Em resposta ao inquérito iniciado pelos Estados Unidos acerca do Pix, o governo do Brasil divulgou nesta quarta-feira (16) uma campanha publicitária nas mídias sociais.

A ilustração trazia a expressão “O Pix é nosso, amigo”, acompanhada de uma mensagem que satiriza a reação da administração de Donald Trump: “O PIX pertence ao Brasil e aos brasileiros! Parece que nosso PIX está gerando bastante inveja no exterior, não é? até uma carta protestando contra a existência do nosso sistema Seguro, Sigiloso e Sem taxas”.

Essa foi a primeira declaração formal do governo Lula após a divulgação, na noite anterior, da abertura de uma investigação pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). De acordo com a Folha de S.Paulo, além da campanha, a administração brasileira está elaborando uma resposta técnica que enfatize a legalidade e a robustez do sistema de pagamentos, resistindo a pressões externas.

 

Eventuais alterações no Pix

A análise realizada pelo governo brasileiro começou na noite de terça-feira (15), imediatamente após o lançamento da investigação pelos Estados Unidos, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. De acordo com o USTR, o sistema Pix poderia prejudicar a competitividade das empresas norte-americanas no mercado financeiro digital.

De acordo com a Folha, ainda não foi decidido qual figura do governo brasileiro ficará responsável pela comunicação oficial. Entretanto, fontes do Palácio do Planalto informaram ao jornal que a abordagem será assertiva, evitando, no entanto, gerar pânico. A administração busca impedindo a disseminação de rumores sobre eventuais alterações no Pix, semelhantes aos que surgiram anteriormente referentes a possíveis tributações.

A previsão é que a resposta do Brasil seja coordenada pelo Itamaraty, juntamente com os ministérios da Fazenda, Desenvolvimento e Justiça, além do Banco Central. Está agendada uma audiência pública para o dia 3 de setembro, em Washington. (Foto: Reprodução/X)

 

Por Opinião em Pauta com informações da Folha

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