As regiões Norte e Nordeste provavelmente serão as mais impactadas diretamente pela elevação dos preços do petróleo, resultante da participação dos Estados Unidos no confronto entre Israel e Irã, além da possível obstrução do estreito de Ormuz. Essa análise foi feita por Sérgio Araújo, presidente executivo da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
O Irã sinaliza a possibilidade de bloquear o estreito de Ormuz após os ataques realizados pelos Estados Unidos a suas instalações nucleares. Essa ação poderia afetar significativamente a cadeia de suprimento de combustíveis, uma vez que aproximadamente 20% do petróleo mundial transita por essa rota. No Brasil, a previsão é de que os efeitos sejam mais pronunciados nas regiões Norte e Nordeste, onde a produção de combustíveis é majoritariamente realizada por refinarias privadas, e não pela Petrobras.
De acordo com Sérgio Araújo, essa situação acontece porque as refinarias particulares precisam transferir o aumento dos preços do petróleo que adquiriam. Ao contrário da Petrobras, que tem mantido os preços dos combustíveis estáveis e utiliza valores inferiores aos do mercado global, as refinarias privadas seguem os preços internacionais do combustível.
No Nordeste, a Petrobras possui somente a refinaria de Abreu e Lima, localizada em Pernambuco. A empresa estatal se desfez recentemente de refinarias que tinha no Amazonas e na Bahia durante a administração de Bolsonaro.
O mercado aguarda a possibilidade de que o valor do barril supere os US$ 100. Essa expectativa surge após um ataque realizado pelos EUA, mas será apenas na abertura dos mercados nesta segunda-feira que conheceremos o preço definitivo do barril. Atualmente, o valor está próximo de US$ 80. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações do Valor Econômico e Uol



