Minha Casa, Minha Vida: novas regras valem a partir de hoje

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil iniciam, nesta quarta-feira (22), o financiamento de imóveis de acordo com as novas diretrizes do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As alterações expandem o acesso ao programa para imóveis que custam até R$ 600 mil e para famílias que tenham uma renda mensal de até R$ 13 mil.

Na prática, também aumentam os tetos de renda e o valor dos imóveis em todas as categorias do programa, tornando mais fácil a aquisição de unidades mais amplas ou em regiões privilegiadas, com taxas de juros inferiores às do mercado.

Profissionais ouvidos pelo g1 indicam que as novas diretrizes têm a tendência de beneficiar especialmente a classe média, possibilitando que uma parte considerável retorne à procura e ao financiamento de imóveis. Anteriormente, esse segmento enfrentava dificuldades significativas devido às altas taxas de juros e às restrições do MCMV.

De acordo com o governo federal, cerca de 87,5 mil lares brasileiros deverão ser favorecidos com tarifas reduzidas.

Para compreender as mudanças

Novos critérios de renda por categoria

 

  • Faixa 1: teve um aumento de R$ 2.850 para um máximo de R$ 3.200.
  • Faixa 2: aumentou de R$ 4.700 para um máximo de R$ 5.000.
  • Faixa 3: aumentou de R$ 8.600 para um máximo de R$ 9.600.
  • Faixa 4: teve um aumento de R$ 12.000 para uma nova faixa de até R$ 13.000.

As taxas de juros aplicadas nos empréstimos do programa aumentam de forma progressiva de acordo com a faixa de renda. Assim, o aumento dos limites favoreceu diretamente aquelas famílias que estavam perto dos limites estabelecidos, permitindo-lhes acesso a taxas de juros mais baixas.

Aqueles que possuíam uma renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil e estavam categorizados na faixa 3, agora são redistribuídos para a faixa 2. Este grupo anteriormente usufruía de juros de 8,16% anuais, mas agora terá acesso a taxas de 7% ao ano, conforme esclarece a advogada Daniele Akamine, que é especialista em mercado imobiliário.

Aqueles com renda variando de R$ 8.600,01 a R$ 9.600 que estavam na faixa 4 agora foram realocados para a faixa 3. Esse segmento tinha possibilidade de juros em torno de 10% anuais, mas agora terá acesso a taxas que podem chegar a 8,16% ao ano.

 

Novos limites superiores para os imóveis

 

  • Faixas 1 e 2: variam de R$ 210 mil a R$ 275 mil, conforme a região.
  • Faixa 3: de um limite de R$ 350 mil para um limite de R$ 400 mil;
  • Categoria 4: de até R$ 500 mil a até R$ 600 mil.

O limite de valor dos imóveis financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida foi elevado, possibilitando a aquisição de unidades mais espaçosas ou em localizações mais privilegiadas.

Aqueles que se colocam na categoria 3 ganham a possibilidade de adquirir propriedades com valor máximo de R$ 400 mil por meio do programa, o que representa um acréscimo de R$ 50 mil em comparação ao teto anterior. Com isso, abre-se um maior leque de alternativas em uma nova gama de imóveis.

Aqueles que estão na categoria 4 passam a ter a oportunidade de adquirir propriedades com valor de até R$ 600 mil por meio do MCMV, o que representa um aumento de R$ 100 mil em relação ao teto anterior. Assim, a consequência é a mesma: favorece o acesso a imóveis de melhor qualidade.

De acordo com a advogada Daniele Akamine, as recentes normas aumentam o poder aquisitivo das famílias. Anteriormente, os tetos estabelecidos não refletiam o aumento nos valores dos imóveis.

Com a mesma remuneração, é viável obter um imóvel de qualidade superior ou solicitar uma entrada reduzida, uma vez que o financiamento se tornou mais viável e as taxas oferecidas no programa são mais reduzidas“, afirma. (Foto: Reprodução)

Por Opinião em Pauta com informações da Rede Brasil

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