O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou na última sexta-feira (22) que a desigualdade de renda, que favorece uma pequena parcela da população, intensifica questões sociais como a fome, o desemprego e a pobreza. Em sua presença na edição especial do programa Sem Censura, da TV Brasil, conduzido por Cissa Guimarães, ele apresentou a repartição de renda como uma estratégia para estimular o consumo e revitalizar a economia.
Ao comentar sobre a visão da população a respeito da economia do Brasil, Lula destacou que o país começou a apresentar um crescimento mais significativo após seu retorno ao Palácio do Planalto, após o término de seu último mandato em 2010. “O Brasil só passou a crescer acima de 3% novamente quando retornei à presidência. Isso é um fato”, afirmou.
Renda concentrada gera desigualdade
Na entrevista, Lula declarou que sua perspectiva econômica se fundamenta na movimentação de recursos entre os segmentos de menor renda. Ele argumentou que a acumulação de riqueza em poucas mãos diminui a atividade econômica e intensifica as desigualdades sociais. “A realidade é esta: uma grande soma de dinheiro nas mãos de poucos resulta em pobreza. E uma quantia menor distribuída entre muitos gera uma melhor distribuição de riqueza“, disse.
O presidente afirmou que a economia se solidifica à medida que mais indivíduos conseguem acessar bens e serviços. Para exemplificar sua posição, ele fez uma analogia entre a acumulação de uma significativa quantia em uma única pessoa e a divisão desse montante entre milhares de habitantes. “Se eu entregar um milhão para vocês, um de vocês irá ao banco e depositará em uma conta”, comentou.
Dinheiro circulando na mão do povo
Em seguida, Lula esclareceu que a repercussão econômica muda quando o capital é distribuído entre um grande número de indivíduos. “Se eu pegar esse um milhão e repartir entre mil pessoas, dando mil para cada uma, cada um vai adquirir um pão, vai comprar um chinelo”, comentou.
De acordo com o presidente, a repartição de riqueza impulsiona variados segmentos da economia e aumenta a atividade comercial. “Os recursos financeiros vão se movimentar. O bar terá vendas, a padaria terá vendas, o comércio venderá mais e a cabeleireira terá uma renda maior“, afirmou.
Ao finalizar sua declaração, o presidente reiterou a ligação entre a acumulação de riqueza e o aumento de questões sociais. “Um grande volume de recursos nas mãos de poucos resulta em pobreza, exploração sexual, fome e falta de trabalho“, disse ele. (Foto: Ricardo Stuckert)
Por Opinião em Pauta com informações da CBN



