O último post do influenciador Lito Sousa, que morreu nesta quinta-feira (1º), aos 59 anos, foi publicado em parceria com a esposa, Mila Seidl. O vídeo se tornou uma despedida emocionada, na qual ela relembra a trajetória do casal e utiliza referências à aviação para falar sobre a morte do marido.
“Agora, como não questionar esse plano de voo? O grande comandante decidiu levá-lo para perto dele. Para perto dos seus pais e do seu irmão Geraldo. Eu não sei explicar a sua partida, talvez ninguém saiba. Mas, olhando para a vida que você viveu, eu sei que você cumpriu a sua missão”, diz Mila.
Na mensagem, ela também recorda o começo do relacionamento, quando os dois “comiam pizza no chão da sala”, e fala sobre o filho do casal, Maironi, definido por ela como seu “maior feito, a concretização de um sonho transformado em um amor inigualável”.
Ao relembrar a convivência com Lito, Mila destacou a influência da aviação na história dos dois.
“Foi com você que eu aprendi que a aviação trabalha todos os dias pela decolagem e pela aterrissagem em segurança. No canal, falamos de tantas chegadas e partidas, de planos de voo que deram errado e precisaram ser reajustados. Mas nunca eu imaginei que um dia precisaríamos falar da sua partida”, afirmou.
Quem era Lito Sousa
Lito Sousa ficou conhecido nacionalmente pelo canal Aviões e Músicas, no YouTube, onde explicava de maneira acessível o funcionamento de aeronaves, procedimentos de voo e outros assuntos relacionados à aviação.
O influenciador também ganhou grande repercussão nas redes sociais após revelar o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob, uma enfermidade rara e degenerativa que pode provocar perda progressiva dos movimentos e demência.
Lito acumulava mais de 3,7 milhões de seguidores no Instagram e construiu uma trajetória de destaque na divulgação de informações sobre aviação na internet.
Diante da gravidade da doença, ele chegou a receber um tratamento experimental com o medicamento ALN-6457. A medicação foi enviada ao Brasil no início do mês em uma operação de urgência para que pudesse ser utilizada no tratamento do influenciador, diagnosticado em agosto.
Lito foi o primeiro ser humano a receber a medicação experimental. (Foto: Reprodução Youtube)
Por Opinião em Pauta com agências



