Hoje, o plenário do Senado tomou uma decisão histórica ao rejeitar a nomeação de Jorge Messias para o posto de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A votação contou com 42 votos contrários e 34 a favor.
Para que a nomeação do Messias fosse confirmada, eram requeridos ao menos 41 votos entre os 81 senadores. Com a recusa, a indicação foi descartada.
Pela primeira vez em mais de um século e três décadas, um nome proposto para o cargo de ministro do STF não é aprovado.
A escolha de Jorge Messias como indicado levou pouco mais de sete minutos para ser votada. Os senadores da oposição celebraram a derrota do governo, enquanto os parlamentares que apoiam a administração mostraram-se confusos quanto ao ocorrido.
Após a negativa, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), finalizou a sessão por volta das 19h15.
Weverton Rocha (PDT-MA), que é o relator da indicação de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmou que a expectativa era de que Messias obtivesse entre 45 e 48 votos a favor de sua aprovação.
Antes da realização da votação, os senadores endossaram propostas para preenchimento de postos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e no Conselho Nacional de Justiça. Além disso, foram ratificadas as indicações de Margareth Rodrigues Costa para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e de Tarcijany Linhares Aguiar Machado para a função de defensora pública-geral federal da Defensoria Pública da União.
Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) validou a indicação de Messias para o posto de ministro da suprema corte, obtendo 16 votos a favor e 11 contra.
Na sessão de sabatina, Messias respondeu a questões formuladas por senadores tanto da base aliada quanto da oposição.
A nomeação de Jorge Messias foi divulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproximadamente cinco meses atrás, porém a comunicação formal com a indicação (MSF 7/2026) foi recebida no Senado somente no começo de abril.
O governo federal o nomeou para preencher a posição deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que comunicou sua aposentadoria antecipada do tribunal, saindo da Corte em outubro de 2025. (Foto: Ag. Senado)
Por Opinião em Pauta com informações da CNN



