Bruno Fernandes, goleiro condenado pelo assassinato da modelo e ex-companheira Eliza Samudio, e considerado foragido há dois meses, foi detido na noite de quinta-feira (7) em São Pedro da Aldeia, localizada na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
Um mandado de prisão foi emitido em 5 de março, após a Vara de Execuções Penais determinar que o ex-atleta do Flamengo violou as condições de sua liberdade condicional.
Em 15 de fevereiro, Bruno se deslocou para o Acre sem permissão judicial, a fim de competir pelo Vasco-AC, e não voltou ao regime semiaberto conforme solicitado pela Justiça.
No sistema semiaberto, o preso ainda está sob a supervisão do Estado, mas tem a chance de sair para emprego ou educação. Por outro lado, a liberdade condicional possibilita que a pena seja executada fora do cárcere, desde que a pessoa cumpra as normas estipuladas pela Justiça.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) destacou que Bruno não atualizou seu endereço por três anos, ignorou horários de confinamento, esteve em locais inadmissíveis, como um evento no Maracanã em fevereiro, e realizou outras viagens sem a devida autorização judicial, sendo uma delas a sua presença em um estádio em Minas Gerais.
O vaivém na Justiça
Bruno foi detido em 2010 pela morte de sua ex-companheira Eliza Samudio. O caso gerou uma enorme atenção mundial.
Em 2013, o goleiro recebeu uma sentença de mais de 22 anos de encarceramento devido a homicídio, ocultação de corpo, sequestro e prisão ilegal de Eliza.
A Justiça determinou que ela foi morta depois de exigir o reconhecimento de paternidade de seu filho com o atleta, Bruninho Samudio, atualmente goleiro nas divisões de base do Botafogo.
Bruno esteve encarcerado em regime fechado de 2010 até 2019, momento em que foi transferido para o semiaberto. Em 2023, ele recebeu a liberdade condicional.
Na imagem destacada, momento da prisão do goleiro Bruno, em São Pedro da Aldeia. (Foto: Divulgação/PMERJ)
Por Opinião em Pauta com informações do G1



