Datafolha sugere chance de Lula Liquidar no 1º turno

A jornalista Helena Chagas comentou nesta sexta-feira (24) em suas redes sociais que a estabilidade observada pelo Datafolha na corrida entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode ocultar uma dinâmica significativa para a primeira etapa da eleição. Secondo ela, a dificuldade dos outros candidatos em crescer nas sondagens pode result ar em uma concentração de votos nos dois maiores competidores, permitindo que Lula tenha a chance de ganhar a eleição já na primeira votação.

O estudo foi realizado após a divulgação de uma nova pesquisa do Datafolha, publicada pelo jornal Folha de São Paulo, que indica Lula com 48% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 43% em uma possível disputa de segundo turno.

Ao analisar os dados, Helena destacou a ausência de alterações relevantes na disputa entre os dois e notou que o senador suspendeu sua trajetória de declínio: “Os 48% de Lula frente aos 43% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, conforme revelado pelo Datafolha, indicam uma estabilidade no cenário. Bolsonarinho parece ter interrompido sua queda”, afirmou.

No entanto, é no primeiro turno que a repórter reconhece um fator que pode modificar o andamento da eleição. Lula surge com 40% das preferências, oito pontos à frente de Flávio, que registra 32%. Consideravelmente distantes dos dois primeiros colocados, estão Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, e tanto Romeu Zema (Novo) quanto Renan Santos (Missão), ambos com 3%.

Segundo Helena, a continuidade desses candidatos em níveis tão modestos pode favorecer Lula ao limitar a fragmentação dos votos. “Os candidatos menores, no entanto, não avançaram—e, se essa for uma tendência, o desfecho pode ser a reeleição de Lula no primeiro turno. Caiado, Zema e Renan apresentam de 3% a 4% cada um”, declarou.

A hipótese proposta pela jornalista surge da dificuldade que os candidatos têm enfrentado ao tentar se posicionar como opções viáveis em relação aos dois líderes atuais. Caso essa situação persista, Helena acredita que uma parte do eleitorado pode decidir antecipar a escolha na eleição. “Se continuarem sendo tão pouco atrativos, pode ser que o eleitor opte por resolver tudo já no primeiro turno, até por falta de vontade de voltar a votar…” escreveu.

 

45% dos votos válidos

As informações do Datafolha indicam que Lula ainda não atingiu a porcentagem necessária para triunfar no primeiro turno. Ao levar em conta apenas os votos válidos, excluindo os votos em branco, nulos e as opções de “nenhum candidato”, o atual presidente obtém 45%, enquanto Flávio Bolsonaro conta com 36%.

Dos participantes da pesquisa, 8% declararam que optariam por votar em branco, anular seu voto ou não escolher nenhum dos candidatos disponíveis, enquanto 3% se mostraram indecisos.

Outros candidatos, além de Caiado, Zema e Renan, apresentam índices ainda mais baixos em relação aos líderes. Augusto Cury (Avante) alcança 2%. Samara Martins (UP), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO) obtêm 1% cada um. Heitor Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não obtiveram pontos.

A intensidade da competição é refletida também na pesquisa espontânea, onde os participantes não têm acesso a uma lista de candidatos. Lula é mencionado por 30% dos entrevistados, e Flávio é citado por 17%. Esses dados se mantêm sem alterações desde maio.

 

Liderança em turnos testados

Além do embate entre Lula e Flávio Bolsonaro, o Datafolha também testou mais dois possíveis cenários para o segundo turno. No caso de uma disputa com Ronaldo Caiado, o presidente teria uma vitória de 47% a 40%. Já contra Romeu Zema, a margem de vantagem seria de 48% a 40%.

Lula e Flávio apresentam os mais altos índices de rejeição entre os candidatos. De acordo com a pesquisa, 48% dos participantes afirmaram que não votariam no senador sob nenhuma circunstância, enquanto 46% compartilham da mesma opinião em relação ao presidente. Nenhum dos demais concorrentes supera 13% nesse aspecto.

Entre as mulheres, que compõem 52% da amostra, Lula aumenta sua liderança sobre Flávio em um possível segundo turno. O presidente atinge 50%, enquanto o senador fica com 40%.

No primeiro turno, Lula obtém seus índices mais elevados entre os eleitores nordestinos, com 55%; entre os indivíduos com menor nível de escolaridade, com 51%; entre os brasileiros de baixa renda, com 47%; e entre os católicos, com 46%.

Flávio, por outro lado, obtém seus melhores desempenhos entre os eleitores que ganham de dois a cinco salários mínimos, alcançando 38%; na região Sul, com 41%; e entre os evangélicos, onde atinge 47%.

O Datafolha realizou entrevistas com 2.004 eleitores em 139 cidades durante o período de quarta-feira (22) a quinta-feira (23). A margem de erro é de dois pontos percentuais, podendo variar para cima ou para baixo. O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-01166/2026. (Foto: Ricardo Stuckert)

 

Por Opinião em Pauta com informações da jornalista Helena Chagas

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