A Polícia Civil de São Paulo está apurando um caso de estupro de vulnerável que, supostamente, aconteceu nesta quarta-feira (10) nas instalações do clube Palmeiras, localizado em Perdizes, na região oeste da cidade.
Um indivíduo teria agredido sexualmente uma menina de 4 anos no interior do banheiro do estádio.
A genitora da criança denunciou o assédio às autoridades, após descobrir uma substância estranha na região íntima da filha em sua residência.
Conforme o relato da mãe à autoridade policial, por volta das 16h30 na quarta-feira (10), ela percebeu que sua filha havia desaparecido temporariamente.
Em seguida, ela teria voltado para a mãe, dirigindo-se ao banheiro dos homens e comentando que era um “segredo”. A menina mencionou que um homem chamado “vovô” a havia chamado para o banheiro e lhe ofereceu pipoca.
Ao voltar para casa e dar banho na filha, a mãe percebeu uma secreção na área genital da menina. Ao perguntar o que tinha ocorrido, a criança declarou que “o vovô colocou o dedo na sua parte íntima”.
O investigado é avô de um colega de classe do irmão da vítima, embora não mantenham uma relação próxima, costumam se encontrar em lugares semelhantes.
Depois da conversa, eles se dirigiram ao clube para visitar o departamento médico, onde a jovem recebeu cuidados.
Exame no IML
O relatório do exame físico realizado no clube revela a presença de uma secreção de coloração branco-amarelada nas proximidades da uretra, que está distribuída em pequenas quantidades entre os lábios grandes e pequenos.
A mãe da pessoa agredida formalizou a ocorrência na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (Norte) e também contatou a Polícia Militar.
Depois da realização do registro, foi pedido um exame no IML para a criança.
A investigação está a cargo da 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (Oeste), que está tentando identificar o suspeito.
O Palmeiras comunicou que a mãe e a criança receberam atendimento imediato no local, e que um médico do clube assistiu a vítima.
Em comunicado, também foi mencionado que todo o conteúdo, incluindo as imagens do sistema de vigilância, já foi organizado e está disponível para a Justiça.
A presidente do clube, Leila Pereira, decidiu suspender imediatamente um membro que é suspeito de estar associado ao incidente.
Veja nota completa na íntegra:
Na noite de quarta-feira (10), uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.
Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.
Prontamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento – inclusive, todo o material já foi separado e está à disposição da Justiça. Não procede a informação de que policiais militares tiveram o acesso negado à sede social.
Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.
O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações da CNN



