O deputado federal Rogério Correia, do PT de Minas Gerais, declarou que o longa-metragem “Dark Horse“ teria servido como uma forma de “lavagem” de dinheiro para apoiar grupos associados ao bolsonarismo. Suas declarações foram registradas em um vídeo nas redes sociais, onde ele também reiterou a importância de estabelecer uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar a situação.
Conforme Rogério Correia, a solicitação de CPMI já conta com apoios no Congresso Nacional. O parlamentar descreveu a obra como um “filme de fachada” e declarou que este teria sido utilizado como encobrimento para transações financeiras ligadas à família Bolsonaro e ao Banco Master.
“O filme de baixo nível da extrema-direita, ‘Dark Horse’, não passa de um pretexto. É apenas mais uma distração”, afirmou o político. “O Banco Master foi criado para refletir os interesses da família Bolsonaro e do bolsonarismo. Por isso, o nome BolsoMaster”, declarou.
Rogério Correia atribuiu o aumento da instituição ao antigo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
“Em 2019, Roberto Campos Neto, o representante de Bolsonaro no Banco Central, autorizou o banco“, recordou o parlamentar, que denunciou o grupo por empregar capital proveniente de fundos e empréstimos consignados para apoiar atividades políticas e campanhas digitais associadas ao bolsonarismo.
“Essa narrativa sobre o filme foi criada para que a lavanderia fosse direcionada para os bastidores que apoiam a família Bolsonaro e a ideologia da extrema direita bolsonarista“, declarou.
O legislador também fez referência a matérias do The Intercept Brasil e afirmou que conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o empreendedor Daniel Vorcaro teriam intensificado as dúvidas sobre a situação.
“O Intercept revela as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além de mencionar que o irmão Eduardo Bolsonaro também está envolvido”, afirmou Rogério Correia, ressaltando que Eduardo estaria vinculado ao possível esquema em investigação.
“Ele estava envolvido nesse fundo e criaram essa narrativa de filme para que a lavanderia fosse direcionada aos recursos que apoiam a família Bolsonaro“, afirmou.
O parlamentar também denunciou colaboradores do bolsonarismo por empregarem recursos para financiar campanhas de disseminação de informações incorretas e engajamento político nas plataformas digitais.
“É um pretexto para obter os fundos ilegais no Brasil e apoiar as campanhas de desinformação”, declarou.
Ao encerrar sua declaração, Rogério Correia solicitou que os parlamentares alinhados ao Bolsonaro apoiassem a CPMI, mencionando especificamente o senador Cleitinho e o deputado Nikolas Ferreira, ambos oriundos de Minas Gerais. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações da Brasil247



