O governo anunciou que ficou “surpresa” com a exclusão do Brasil da relação de nações autorizadas a exportar carnes e produtos de origem animal para a União Europeia. Em um comunicado conjunto, os Ministérios da Agricultura, Comércio Exterior e Relações Exteriores informaram que buscarão inverter essa decisão.
“O governo brasileiro adotará de imediato todas as ações necessárias para contestar essa decisão, retornar à lista de nações permitidas e assegurar a continuação das exportações desses produtos para o mercado europeu, para o qual envia mercadorias há 40 anos”, afirma o comunicado.
O cronograma estabelece quais nações atendem às exigências de saúde do bloco e poderão seguir exportando carne e diversos produtos de origem animal para a Europa a partir de 3 de setembro.
O líder da Delegação Brasileira na União Europeia promoverá um encontro com os responsáveis pela saúde da UE na quarta-feira (13) para debater o tema, de acordo com a comunicação divulgada.
De acordo com a União Europeia, o Brasil foi cortado da lista por não apresentar evidências de que não utiliza antimicrobianos na sua criação de gado, conforme relatado pela agência de notícias France Presse. Outros membros do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, continuam com autorização.
Antimicrobianos são compostos empregados no tratamento e na prevenção de infecções em animais. Certos desses medicamentos também podem atuar como estimulantes de crescimento.
A administração brasileira declara que a nação conta com um “sistema de saúde forte e com qualidade reconhecida internacionalmente“. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com dados do G1



