O Irã declarou ter obtido uma significativa conquista ao levar os EUA a concordarem com seu plano de dez pontos, conforme um comunicado emitido pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do país.
Mais cedo, Trump divulgou em seu perfil na rede social Truth Social que decidiu interromper os ataques ao Irã por um período de duas semanas. Em sua mensagem, ele destacou que o plano de 10 pontos apresentado pelo Irã parecia ser uma “fundação adequada para negociações“.
O Irã sustenta que a proposta abrange a eliminação de todas as sanções, tanto primárias quanto secundárias, impostas ao país, o ressarcimento integral a Teerã e a devolução de todos os ativos iranianos que estão congelados. Além disso, Teerã afirma que os dez itens mencionados incluem a aceitação de que o país prossiga com o enriquecimento de urânio.
Os detalhes específicos ainda não estão definidos, e o presidente dos Estados Unidos sinalizou que ainda pretende discutir os 10 itens apresentados na proposta. De acordo com o Supremo Conselho de Segurança Nacional do Irã, as discussões sobre os pormenores do entendimento terão início na sexta-feira (10), no Paquistão.
Ofensivas múltiplas iranianas
Os EUA e Israel entraram em um confronto com o Irã. A hostilidade começou em 28 de fevereiro, quando uma ofensiva conjunta das duas nações resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Vários membros de alta patente do governo iraniano também perderam a vida. Além disso, os Estados Unidos afirmam ter eliminado múltiplos navios da marinha iraniana, além de sistemas de defesa aérea, aeronaves e outros alvos militares.
Em resposta, o governo dos aiatolás lançou ofensivas contra múltiplos países da área, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades do Irã afirmam que suas ações visam unicamente os interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações.
Desde o começo do conflito, mais de 1.750 civis perderam a vida no Irã, conforme informações da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com base nos Estados Unidos. A administração americana, por sua parte, contabilizou pelo menos 13 soldados norte-americanos mortos devido a ataques oriundos do Irã.
A disputa se alastrou para o Líbano. O Hezbollah, um grupo militar respaldado pelo Irã, lançou ataques contra Israel em resposta à morte de Ali Khamenei. Em consequência, Israel intensificou suas ações aéreas, mirando o que classifica como posições do Hezbollah no país vizinho. Desde esse episódio, centenas de vidas foram perdidas no Líbano.
Após a perda de uma significativa parte de sua alta liderança, um conselho no Irã selecionou Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o novo líder supremo. Analistas indicam que ele não implementará alterações estruturais e simboliza a manutenção das práticas repressivas.
Donald Trump expressou sua insatisfação em relação a essa decisão, considerando-a um “enorme equívoco“. Ele afirmou que precisava participar do processo e destacou que Mojtaba seria “impensável” para assumir a liderança no Irã. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações da Reuters



