Uma publicação explosiva de Donald Trump na rede Truth Social durante a manhã de Páscoa reacendeu o debate sobre sua capacidade mental e física para ocupar a presidência. O conteúdo, considerado ofensivo e desconexo por críticos, levou parlamentares e figuras públicas a exigirem a invocação da 25ª Emenda da Constituição dos EUA, que prevê a destituição de um presidente considerado incapaz de exercer suas funções.
O estopim da crise foi uma declaração agressiva direcionada ao governo iraniano. Em meio às celebrações cristãs da ressurreição, Trump escreveu:
“Terça-feira será o Dia da Usina de Energia, e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram o maldito Estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no Inferno — É SÓ ESPERAR! Louvado seja Alá. Presidente DONALD J. TRUMP.”
A repercussão foi imediata em diversos setores políticos, conforme reportado pelo Daily Beast e veículos internacionais. A principal crítica reside no contraste entre a agressividade da postagem e o feriado religioso, além da natureza errática da ameaça militar.
Principais manifestações
O senador Chris Murphy sugeriu que o gabinete deveria consultar advogados constitucionalistas imediatamente, enquanto a deputada Yassamin Ansari reforçou que o mecanismo de afastamento existe justamente para cenários de instabilidade como este.
Surpreendentemente, Marjorie Taylor Greene, ex-aliada do ex-presidente, rompeu publicamente ao classificar a postura como “loucura” e cobrar intervenção direta do governo.
Anthony Scaramucci, ex-diretor de comunicações de Trump, afirmou que os fundadores da nação previram a necessidade de remover líderes mentalmente instáveis, algo formalizado pela 25ª Emenda.
Contexto jurídico
O debate sobre a sanidade de Trump ganhou força não apenas pelo tom bélico contra o Irã, mas pelo momento da declaração. O ex-deputado republicano Joe Walsh destacou o absurdo de a postagem ocorrer dias após conselheiros religiosos compararem Trump a Jesus Cristo, classificando o episódio como uma “mancha para o país”.
A 25ª Emenda permite que o vice-presidente e a maioria do gabinete destituam o presidente caso ele seja declarado “incapaz de cumprir os poderes e deveres de seu cargo”, um dispositivo raramente discutido com tamanha intensidade no cenário político estadunidense. (Foto: Reuters)
Por Opinião em Pauta com informações da Reuters



