O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve presente, na quarta-feira (25), na cerimônia de abertura de novas instalações do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar), em São Paulo. Ele enfatizou a relevância da expansão da rede de saúde pública e da educação médica no Brasil. No decorrer do evento, Lula reafirmou que os investimentos em áreas sociais devem ser considerados uma prioridade estratégica para o governo.
A expansão do hospital foi financiada com R$ 25,6 milhões do Novo PAC, R$ 5,8 milhões da Rede Ebserh e R$ 2,5 milhões provenientes de emenda parlamentar, fortalecendo a infraestrutura da instituição, que faz parte da rede federal de ensino e atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante sua fala, Lula apontou problemas na maneira como uma parte da discussão econômica aborda os fundos voltados para as áreas sociais. “Aplicar recursos em universidades, na saúde e na educação deve ser visto como investimento, não como despesa. É um investimento valioso”, declarou. O chefe do Executivo enfatizou que a administração pública demanda escolhas que considerem as necessidades das camadas mais fragilizadas da sociedade.
O líder do governo também levantou a questão da exclusão social em relação ao acesso aos serviços essenciais. “Quem se recorda de que aqueles que não conseguem arcar com um plano de saúde têm o direito de consultar um médico? Têm o direito de ser atendidos em um hospital? Têm o direito a realizar uma cirurgia?”, afirmou, ao enfatizar a importância do Estado na proteção dos direitos básicos.
Ao discutir a educação médica, Lula enfatizou a importância do ensino face a face e expressou sua preocupação com a automação nos serviços de saúde. “A prática médica deve ser realizada com presença física, observando e aprendendo. Cuidar de um ser humano não é um processo que pode ser feito de maneira automática ou apenas por máquinas”, afirmou.
Em sua declaração, Lula recordou as iniciativas públicas que foram introduzidas durante suas administrações passadas, como o ProUni, as ações afirmativas e o programa Farmácia Popular, destacando como essas medidas influenciaram o acesso a educação e saúde. Ao discutir a entrega gratuita de medicamentos, destacou: “Nós fornecemos sem custo pelo SUS para que as pessoas tenham acesso ao tratamento”.
O presidente também fez críticas a segmentos da elite brasileira por, conforme suas palavras, ignorarem a realidade das camadas mais carentes da população. “Para essas pessoas, os pobres parecem ser invisíveis”, afirmou. De acordo com Lula, administrar um país significa estabelecer prioridades e alocar recursos para aqueles que mais necessitam.
Ao concluir sua fala, Lula enfatizou seu compromisso com iniciativas sociais e a proteção da democracia. “Mesmo que eu tenha apenas um minuto de vida, estarei disposto a usar esse tempo para impedir que os fascistas retornem ao poder neste país”, declarou. (Foto: Ricardo Struckert)
Por Opinião em Pauta com informações da Rede Brasil



