O desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), está sendo alvo de investigação devido a alegações de tentativas de abuso sexual, apresentadas por familiares e outras supostas vítimas do juiz. O assunto chamou a atenção em fevereiro de 2026, logo após uma decisão controversa que ele relatou na Corte.
Na semana anterior, a 9ª Câmara Criminal Especializada do TJMG isentou de culpa um homem de 35 anos, que era acusado de ter estuprado uma garota de 12 anos, argumentando que a relação era “consensual“. Essa decisão gerou uma intensa reação da sociedade e está sob a possibilidade de um futuro recurso por parte do Ministério Público.
Logo após a repercussão do julgamento, um sobrinho de Láuar declarou, em uma postagem nas redes sociais, que sofreu uma tentativa de abuso por parte do tio quando tinha 14 anos e estava a seu serviço. De acordo com o relato, o incidente teria acontecido durante a juventude do denunciante.
Depois que o sobrinho se pronunciou, diversas outras pessoas começaram a compartilhar experiências parecidas. Uma mulher declarou que ela e sua irmã teriam sido vítimas de abusos na adolescência enquanto prestavam serviços para a família do desembargador.
Em resposta às acusações, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou um processo para investigar a conduta do juiz e a legitimidade da sentença que isentou o réu no caso da menina de 12 anos. O órgão divulgou um comunicado confirmando o início da apuração.
Os dados foram obtidos a partir do Jornal da Band.
Abusos denunciados a deputadas
Na esfera política, a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) declarou ter recebido relatos de três indivíduos que afirmam ter sido submetidos a abuso sexual por um dos desembargadores que absolveu um caso. De acordo com a parlamentar, essas informações foram enviadas ao CNJ e ao Ministério Público. A declaração ocorreu durante uma entrevista ao programa Conexão BdF, transmitido pela Rádio Brasil de Fato.
A deputada estadual Bella Gonçalves (Psol-MG) compartilhou que recebeu informações de duas vítimas que alegam ter sofrido abusos pelo juiz quando eram adolescentes. Em uma postagem nas redes sociais, ela declarou que contatou a Presidência do TJMG e o CNJ para que as denúncias fossem investigadas oficialmente.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais anunciou a abertura de um processo administrativo interno para apurar as alegações e está monitorando os desdobramentos do caso. Até agora, o desembargador não se pronunciou publicamente sobre as acusações. (Foto: TJ-MG)
Por Opinião em Pauta com informações do Jornal da Band


